quinta-feira, 28 de junho de 2012

Do jogo contra os espanhóis

Perder a penaltis é tão justo como decidir o resultado de um jogo lançando a moeda ao ar. Além disso, ir a penaltis implica mais trinta minutos de jogo e uma pessoa gosta de ver a selecção jogar, mas tem mais coisas para tratar. E eu pedi para não nos fazerem sofrer até ao fim, mas isso era dar descanso aos portugueses e poupar-nos dos quatro AVCs do costume. Enfim... daqui a dois anos estaremos na Copa do Mundo e partir de agora o meu apoio vai todo para os italianos, que se existem selecções que merecem perder neste Euro, são a alemã e a espanhola. Só para baixarem a crista, sonsos.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O cachecol já está preparado. Se for para ganhar não nos façam esperar 80 minutos por um golo, que somos gente habituada a sofrer, mas também há limites.


terça-feira, 26 de junho de 2012

Sempre achei as pessoas que são defensoras dos direitos dos animais, e que em simultâneo comem carne, muito incoerentes.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Esta música não me sai da cabeça #20


E aqui está o último sucesso do Brasil. Mais uma música com um refrão sem sentido, mas que fica no ouvido. Ouvi pela primeira vez no sábado à noite e dou comigo durante o dia a cantar isto. É animada, é o que interessa nesta altura.

Só para perceberam o quão interessante está a ser o estágio

Situação: peço para me darem qualquer coisa para fazer, para não estar parado um dia inteiro. Respondem-me que de momento não têm nenhum trabalho que me possam atribuir.
A minha coordenadora vê-me à conversa com outra estagiária e diz-nos: "ao menos podiam fingir que estão a fazer qualquer coisa".

sábado, 23 de junho de 2012

E mais um vídeo muito bom

Portugal não é a Selecção

Pelos vistos, até ontem, eu devia ser a única pessoa em Portugal que ainda não tinha visto o anúncio da Galp. Sim, aquela publicidade de apoio à selecção em que o Guilherme, um puto de dezassete anos, vai ler uma carta que escreveu à selecção a dizer-lhes que o futuro de Portugal depende deles. Sinceramente isto é estúpido e eu tenho fé que daqui a uns anos o Guilherme tenha outra opinião sobre o assunto. São só umas pessoas a correr atrás de uma bola. Todos nós gostamos de ver e de torcer pela selecção, de nos juntarmos com os amigos numa mesa de café para comemorar as vitórias. Mas Portugal não é a selecção. E é isto que muitos portugueses como o Guilherme ainda têm que perceber. Portugal somos todos nós. Os que já trabalham, os que infelizmente não arranjam trabalho, os que gostam de viver à custa do subsídio de desemprego, as crianças, os idosos, os estudantes. Toda essa gente é que nos representa e que faz com que Portugal se possa destacar em várias áreas que não o futebol, como por exemplo a música, a ciência, a educação, a literatura and so on.
Decidi rescrever a carta do Guilherme num tom mais realista, porque Portugal não é a selecção.


Caros jogadores de Portugal, eu sou o Johnny e tenho um sonho. Talvez já não se lembrem, mas jogar na selecção não é o sonho de todas as pessoas. Correr como vocês correm, marcar golos como vocês marcam não é o objectivo de vida de milhões de pessoas. A maioria dos meus amigos não quer ser como vocês. Mas não pensem que fico triste com isso. Eu preferi ser farmacêutico e gostava de trabalhar em Portugal, mas só fico se valer a pena. E é aí que vocês me entendem - porque estão quase todos emigrados. Para milhões de pessoas Portugal não são vocês, lamento informar-vos. Vocês têm nos pés uma oportunidade de ganhar milhões tal como os nossos políticos o fazem com a corrupção. Têm a possibilidade de mudar em campo o estado de espírito de uma nação nos dias seguintes, de mostrar que jogam bem à bola, e que mesmo em crise continuamos a gastar milhões de euros à vossa custa, mas com todo o gosto. Quando queremos somos os melhores do mundo. Dezassete anos de estudos não se deitam assim para o lixo. Claro que tenho algo a provar, é que há um futuro a defender. Daqui para a frente eu também estarei em jogo. E tenho quase a certeza que serei apenas eu por mim.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Let's look the world a little differently


Gosto de vídeos com uma boa mensagem. É o caso deste, que merece ser partilhado.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Trocava o facto de ter que renunciar às minhas habituais férias de Verão no Algarve por uma valente dor de rins. E olhem que para mim não há dor pior. Mas não pode ser. É que (finalmente) caiu-me a ficha e percebi que tenho uma tese para entregar daqui a uns meses.

Ode à minha querida coordenadora de estágio

Tu, que és a coordenadora de estágio que ninguém deveria ter
Que pensas erradamente que tens piada
Que de certeza que não passas de uma frustrada

Tu, que não devias ter boca, qual Hello Kitty
Que merecias andar de burca para bem nação
Que tens a maturidade mais pequena que a de um bebé anão

Tu, que possivelmente não pertences à espécie Homo Sapiens Sapiens
Que és maldizente e invejosa
Que, como se não bastasse, ainda és horrorosa

Tu, que gostas que te dêem graxa
Que testas a minha paciência até mais não
Que não sabes o que é ter educação

Tu, que és de baixo nível
Que não enganas gente (que como eu) é astuta
Tu... és PUTA.


Qualquer comentário que não contribua para o escárnio da grande querida que é a minha coordenadora de estágio será removido. Vamos embora, não se poupem nas críticas por favor.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

terça-feira, 12 de junho de 2012

Bora lá


Vamos lá percorrer Lisboa a pé no meio da multidão, ver gente a comer sardinhas e morfar bifanas, dançar nos bailaricos e divertir-mo-nos até nos cansarmos.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Já que o estágio está a ser uma seca decidi verificar se é melhor ir de ressaca. Cheguei agora a casa depois de umas sangrias (perdi a conta) e espero que amanhã o dia seja mais animado naquele hospital. O máximo que pode acontecer é adormecer. Nada que já não tenha acontecido.

terça-feira, 5 de junho de 2012

O meu estágio no hospital está a ser tão bom e tão produtivo que em metade do tempo que lá passo sinto-me invisível. Hoje lá cheguei eu, pontual como sempre, para ficar à espera das doutoras que chegam quando lhes dá mais jeito. Quando finalmente chegou a minha orientadora pensei que ia deixar de olhar para as paredes, tarefa que cumpro regularmente. Mas estava tão enganado. Mal me viu brindou-me logo com o aviso: "olha vais ter que ficar aí a estudar, que hoje de manhã eu não vou poder ir aí". Esta história toda, só para vos pedir que acrescentem frases às que eu já pensei como possível resposta para uma próxima vez:

- Estudar? Então não foi isso que andei a fazer durante nove semestres? Disseram-me que este era prático.

- Tudo bem, olhe apague-me a luz para eu dormir, que estou mesmo a precisar. Acorde-me para irmos almoçar, 'tá?

- Eu já sei tudo, não há nada que tenha para estudar. ENSINE-ME É APLICAR OS MEUS CONHECIMENTOS NA PRÁTICA, PORQUE É PARA ISSO QUE EU ESTOU CÁ.

- Não há problema nenhum, eu fico aqui a estudar. Mas fica já combinado que amanhã venho só à hora de almoço, porque para ficar aqui sem fazer nada, fico melhor por casa.

- Ah não esteja preocupada. Aproveito e em vez de estudar vou só ali à praia. Por acaso não tem protector solar que me empreste?

- Talvez seja melhor eu ir embora, NÃO É?

- Não se preocupe. Amanhã sou eu que não vou ficar aqui de manhã. Já tenho uns cafés combinados até às 11h e depois disso vou dar uma voltinha pelo hospital.

- Está bem querida. É para isto que eu cá estou. Para chegar aqui às 9h da manhã e NÃO ME LIGAREM NADA (possivelmente seguido de um 'puta que pariu!' para dar mais drama à cena).

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Pois que eu tinha escrito um texto muito grande sobre este fim de semana, que foi tão intenso que me pareceu ter durado mais do que as 48 horas que efectivamente teve. Como já é tarde e eu sou pessoa que precisa de dormir (e de repor o sono em dia) vou tentar resumir as partes mais importantes:

- Ah e tal está a chover, olha que merda. Não interessada nada, foi ver-nos na fila à chuva e a responder a um inquérito profundíssimo sobre a toxicodependência neste país, com direito a perguntas tão boas para se responder na fila do Rock in Rio como "O que pensas quando vês um drogado?". É claro que uma pessoa perante perguntas deste calibre tende a não responder nada de jeito, e foi o que acabou por acontecer.
- A rock street está genial. De repente temos ali o espírito de Nova Orleães, com animadores de rua, cantores e dançarinos a animar a malta que espera pelos concertos.
- Vai daqui um grande beijinho para a senhora brasileira do Boticário que achou boa ideia convidar a minha amiga para uma sessão de "maquiágem, é rapidjinho cara", colocando-nos numa fila "piquenininha", a qual abandonámos assim que a senhora virou costas. O perfume que me borrifou no pulso ainda me provoca náuseas, de tão bom que era. Foi praga pela fuga, de certeza.
- Os The Gift cantaram as músicas mais conhecidas e estiveram muito bem. 
- A Joss Stone! Era ela querer e casávamos já mesmo. É que não lhe bastava ser gira, tinha que ser simpática e ter também um vozeirão que mete os concorrentes do Ídolos a um canto (menos a Margarida, também não é preciso cair no exagero). Quando cá voltar estarei na plateia.
- Se eu já não parava desde The Gift, com o Bryan Adams ainda pulei mais. É que o senhor tem êxitos ao pontapé e continua a dar grandes concertos.
- E, por fim, o Stevie Wonder, esse clássico da soul, que contagiou a plateia com a sua interacção.
- Vi meio mundo no Rock in Rio. A estes olhos de falcão não escapa nada. Até primos que não via desde o Natal encontrei, o que valeu um domingo em grande e a combinação de jantares para os próximos tempos. Venham mais fins de semana destes, que o que faz falta é animar a malta. Ficam as fotos.













sexta-feira, 1 de junho de 2012

25


Segundo o sitemeter este blogue já conta com 25 mil visitas, o que só revela que existe muita gente desocupada (e que sabe o que é bom).

Coisas que julgamos que não acontecem

Hoje no estágio uma farmacêutica perguntou-me se eu sabia o que é uma mica. Sim, aqueles plásticos transparentes onde se arquivam papéis. A minha vontade foi dizer-lhe "não minha querida, eu nem o abecedário sei, não me fales em cenas ainda mais esquisitas". Mas depois usei apenas o meu ar de "é claro que sei, ou achas que sou atrasado mental?" e o assunto ficou por ali. Temo pelos próximos episódios. Perguntar-me-á se sei o que é uma caneta? Ou um dossier?

Pronto, era só mesmo isto que tinha para contar. Achei que era muito bom para partilhar com o mundo. Bom fim-de-semana para vocês. Escusam de começar já a preparar as geleiras para levar para a praia, diz que amanhã vai chover.
A ideia de que no dia da criança só as criancinhas têm direito a prendas está desactualizada desde 1851. Pelo menos eu, com 22 anos, continuo a achar muito bem que a tradição se cumpra.