sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Sofrer forma o carácter, já dizia o meu professor de FQ do 8º ano

Não consigo perceber os pais que fazem os trabalhos da escola aos filhos. E já nem me refiro aos normais trabalhos de casa, quando têm de fazer três exercícios de matemática para a aula seguinte. Estou a falar daqueles trabalhos que envolvem uma pequena pesquisa e a redacção de um texto sobre o assunto. Hoje a minha tia ligou-me para eu orientá-la no trabalho do filho relativamente à conclusão. Achei a conversa bastante estranha e comecei o interrogatório. No fundo ela estava decidida a fazer o trabalho ao filho, porque coitadinho do menino, só agora é que lhe começaram a pedir trabalhos destes e ele já tem o tempo tão ocupado. É claro que eu, que sempre fui bastante autónomo e que nunca precisei que os meus pais me fizessem os trabalhos para eu andar descansado da vida, não acho isto normal e tive de começar a dar a lição de moral. Disse-lhe que sendo o filho dela um grande preguiçoso que ela não devia de incentivar mais esse seu estado natural, pois corre o risco de ele toda a vida se encostar à sombra à espera que a mãe lhe faça os trabalhos, até ao dia em que ela não perceba nada do assunto. Também lhe disse que não é quando ele tiver 17 anos que o deve começar a preparar para o mercado de trabalho, que é agora aos 13 (na minha opinião já devia ter combatido a falta de empenho há mais tempo ) que ele deve ser formado de acordo com as exigências do mercado de trabalho, que não inclui gente preguiçosa, pouco trabalhadora e pouco autónoma. Este discurso parece muito radical, mas eu acredito que o carácter das pessoas forma-se desde cedo e, com a conjuntura actual, cada vez mais temos de ser mais competitivos (no bom sentido), mais capazes, mais eficientes, mais pró-activos. E isso não se aprende do dia para a noite. Não é querer-se aos 23 anos arranjar um trabalho e puff. Nessa altura vão faltar umas quantas bases que deviam estar estabelecidas há muito tempo atrás.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Há cinco anos atrás, quando comecei a ficar cegueta tive de investir nuns óculos graduados. Na altura lembro-me bem que o meu critério foi simples na escolha da armação. Tinha de ser a mais discreta possível, a mais pequena de todas e não podia ser de massa à volta de toda a lente. Não havia nada que eu pusesse na cara e que me agradasse e, por isso, o resultado final foi escolher o modelo que menos me desagradava. Passado este tempo questiono-me onde tinha a cabeça, mas pronto, adiante. Agora decidi investir numa nova armação, mais actual e que me ficasse melhor, de preferência. Experimentei o modelo tipo wayfarer da Ray Ban e, curiosamente, ficou-me bem, coisa que não esperava. Por isso não recusem logo de início uma armação de massa que desconhecem e ignorem o facto dos vossos amigos vos dizerem que isto são óculos à hipster. 


É isto

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Coisas que nunca vou perceber (e que me irritam) #2

Passo-me quando duas pessoas decidem ocupar à larga um corredor, ignorando as minhas investidas de ultrapassagem, acabando sempre por inclinarem-se para o lado pelo qual me tento escapar, não tendo a decência de se desviarem, continuando em amena cavaqueira. Gente deste género, não atrapalhem a vidinha às pessoas ocupadas e pouco pacientes. 

Coisas que nunca vou perceber (e que me irritam) #1

Pessoas que decidem ocupar a faixa do meio na auto-estrada quando não há carros na faixa da direita para ultrapassar num raio de 2 km. Tiram-me do sério (só falta lançar a famosa ameaça "tu não brinques comigo" como fazia a Fanny).

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Festinhas no ego

Há dias em que sabe bem que nos dêem festinhas no ego. É bom sermos reconhecidos e elogiados pelo nosso trabalho e pelo nosso carácter. Toda a gente precisa e gosta de um bom elogio. Hoje deito-me mais animado do que nos outros dias. O dia correu bem e quer-me parecer que daqui para a frente a vida vai correr-me ainda melhor.


Fado, o nosso património


A sério que o fado foi considerado património imaterial da humanidade há um ano? Já passou tanto tempo? Ia jurar que tinham passado apenas alguns meses, o tempo voa. Bem, mas a data deve ser assinalada. O fado já não é só um estilo musical associado à velhada e à desgraça. Está cada vez melhor e eu gosto. 

Já vi gente tornar-se milionária (para não dizer excêntrica) por menos

Apostei 2€ no euromilhões.
Ganhei 4,08€.

Que continue a haver esperança e oportunidades

Há quatro meses eu não passava de um mero estudante universitário igual a tantos outros. Tinha pela frente um trabalho deverás animador (e desesperante): a elaboração da monografia de final de curso. No currículo, fraquíssimo por sinal, não havia nada de especial. Dois estágios, um em farmácia de rua, outro em farmácia hospitalar, o first certificated, um curso de socorrismo e a presença em alguns congressos, se é que isso conta para impressionar alguém (duvido). Com a perspectiva actual do mercado de trabalho tão animadora e com um tempo bastante limitado para começar e terminar  a monografia, fiquei por casa a trabalhar - não haviam grandes (nem pequenas) alternativas. Interessei-me pelo tema, fui lendo e escrevendo sobre o assunto. Tentei fazer um bom trabalho, não fosse eu perfeccionista e control freak, e a coisa foi-se compondo. Submeti o trabalho à orientadora, foi aprovado. Uns retoques depois estava entregue. E agora aqui estou à espera da defesa para que esta temporada toda acabe, que ninguém merece estar tantos meses a adiar a vidinha. Entretanto mantive-me sempre a par das propostas de trabalho na área. Nenhuma me interessava, nada me fazia ficar entusiasmado e eu só pensava que não queria acomodar a minha vida atrás de um balcão de farmácia. O meu objectivo sempre foi a indústria farmacêutica. Por isso já tinha seleccionado os contactos para me fazer à longa maratona de obter uma vaga na tão-difícil-de-entrar indústria em Portugal. Também já andava a sondar propostas internacionais e, possivelmente, São Paulo seria o meu alvo (olá Roche brasileira). Há duas semanas recebi um mail que acelerou todo o processo e que me deixou com um sorriso na cara. Era a minha orientadora a convidar-me para um estágio na indústria. Já me reuni na empresa, fiquei contente pela oportunidade e pareceu-me ter causado boa impressão. Infelizmente a situação só não é perfeita porque a minha condição será a de não remunerado. Mas pronto, como isto anda hoje uma pessoa já festeja só por ter a oportunidade de contactar com o mercado de trabalho. Enfim, esta conversa toda para dizer que o esforço compensa sempre. Eu pelo menos quero acreditar que sim. A minha orientadora viu em mim alguém com boas capacidades de trabalho e decidiu apostar. Gostava que houvesse uma oportunidade como esta para todos aqueles que realmente desejam um lugar, que apenas querem uma rampa de lançamento para se poderem mostrar e convencer os outros de que valem a pena o investimento. Eu sei que a minha história não ajuda muito, mas pode ser que devolva a esperança a quem anda descrente. Pensamento positivo e bola para a frente. Foi a minha atitude nos últimos quatros meses. A pior coisa a fazer é perder o ânimo.

sábado, 24 de novembro de 2012

Clint Eastwood


Digam-me um filme que este senhor tenha realizado/protagonizado e que seja mau. Pois...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Vai-te divertindo com o Ashton vai... que isso acaba quando nos conhecermos


O estado deste país

80% da população portuguesa tem maturidade inferior a 35 anos. Acho que isto explica muita coisa.

Pomba Gira, o regresso

E pronto, sosseguem os anjos no céu. Ou então não sosseguem, depende da perspectiva. Estão preparados? Bem... se não estiverem eu conto na mesma. A Linda Reis voltou. Sim, aquela senhora, também conhecida por Pomba Gira, apresentada a Portugal através do Herman SIC, que tinha entre, outras habilidades, a capacidade de encarnar a princesa Diana. Ela voltou, numa breve entrevista para o 5 Para a Meia Noite, esta semana, e veio provar o que todos nós sempre desconfiámos: dali não vem melhoras. Mais destemida do que nunca, diz que a podemos tratar só por Pomba, que é especialista em magias negras e brancas e azuis e revelou finalmente que quando se transforma em Pomba Gira apanha uma granda cadela, coisa que nos podia deixar escandalizados, não fosse o facto de ser compreensível que só depois de garrafa e meia de vodka é que alguém encarna a estupidez. Revelou ainda que a Pomba Gira é uma guia índia africana do Brasil. E a pergunta é: alguém consegue bater este grau de esquizofrenia? A história podia ficar por aqui, mas a senhora decide ainda destronar Irina Shayk, afirmando que há 8 anos que anda com o Cristiano e, como se não bastasse, está grávida do Cristiano, aos 53 anos, pela terceira vez. Tenho para mim que esta mulher gasta os rendimentos em ácidos. Júlio de Matos, eu sei que já não aceitam doentes, mas este é um caso urgente, por isso considerem a abertura de mais uma vaga, para o bem de todos, incluindo da Dona Dolores, que a senhora não tem idade para estas preocupações.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Juro que tenho muita coisa por dizer, mas têm-me faltado as palavras, vá se lá saber porquê.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Percebes que cresceste...

... quando já não te dás ao trabalho de gastar o teu latim com todas as pessoas. Há meses que ando a avisar que quando encontrar uma pessoa que era como se fosse da família e que se afastou sem razões de todos nós lhe iria dizer para não me cumprimentar mais e que não percebia as suas atitudes. O reencontro aconteceu hoje e eu pagava para ver a minha cara de espanto quando a tal pessoa se dirigiu a mim com um sorriso enorme de mão estendida para me cumprimentar como se nada se tivesse passado, como se tivessemos estado de esplanada no fim de semana anterior. Durante os breves segundos do aperto de mão (e da minha cara WTF?) ainda ensaiei um discurso, mas fui tão rápido a prepará-lo como a demover-me de o dizer. Há pessoas que não valem a pena, é esta a verdade, embora possa ser cruel e triste. Além disso o que eu tinha para dizer, mesmo que fosse da forma mais bem educada, não era simpático de ouvir e (in)felizmente tínhamos assistência.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Quando no sábado o computador quinou eu nem pensei no pior. Quer dizer, pensar pensei, mas descartei logo na minha cabeça que parte da apresentação da tese e tudo o que a envolve, mais as cenas dos estágios e dos cinco anos de faculdade se teriam perdido para sempre. Seria de uma crueldade enorme e isso não pode acontecer às boas pessoas. Quando é que inventam computadores que não se avariam? Inventam tudo, não deve ser assim tão difícil ó génios da informática.