quarta-feira, 30 de novembro de 2011

É preciso eu explicar sempre tudo não é?

A música pimba não se anula com um cover, com uma tradução para nepalês. Nunca uma Ágata deixará de ser pimba quando tocada em jazz e nunca as músicas da Nikita deixarão de ser pimbalhonas mesmo que decidam pegar nelas para fazerem versões acústicas. Passem a mensagem à Luísa Sobral se faz favor. E digam-lhe que uma carreira musical é como a reputação: uma vida inteira para construí-la e 5 minutos para deitá-la abaixo.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Esta música não me sai da cabeça #10


Vocês não sabem, mas conto-vos eu agora, que andei a vida inteira a não achar piada nenhuma à Rihanna, a recriminar quem a ouvia com entusiasmo, como se as músicas dela fossem alguma coisa de jeito. Tenho a certeza que fez esta música só para me provar que ando enganado. Se continuares neste bom caminho a nossa conversa pode mudar. Portanto, não me voltes a desiludir como tem sido hábito desde o Pon de Replay.

domingo, 27 de novembro de 2011

E o Fado lá foi considerado Património Imaterial da Humanidade

Sempre entendi o fado como uma característica do povo português. Nunca o vi apenas como um estilo musical, mas sim como algo que é passado de geração em geração. Algo só nosso. Ou que, pelo menos, apenas nós portugueses o compreendemos. E agora diz que é da Humanidade. Não vejo mal nenhum nisso, é até um motivo de orgulho. Tenho é dúvidas se o resto da Humanidade o percebe tão bem. Tenho dúvidas que o sinta Seu, como nós o sentimos.
Talvez não seja muito comum gente da minha idade gostar de fado, ou talvez até seja, não sei. Eu gosto. Pela som da guitarra portuguesa e pelo sentimento inerente à canção. Prefiro fados alegres e mais acelerados, mas também gosto dos mais calmos e tristes. Gosto muito de ouvir Amália Rodrigues (quem não gosta?), gosto de ouvir a Mariza, o Camané, a Ana Moura e a Cuca Roseta. Andam por aí muitos talentos. Portanto, só perderemos o fado se quisermos.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Sempre torci o nariz ao ler em revistas que o actor X agora também é escritor, e cineasta e Dj e o comandro. E ontem fiquei sem dúvidas ao constatar que por Dj essas pessoas e a própria imprensa entendem que se trata de alguém que está na cabine de som a meter música. Mesmo que não saiba fazer passagens entre as músicas, mesmo que o volume esteja tão baixo que dê para meter a conversa em dia com quem não se vê há algum tempo e mesmo que isso signifique passar lixo em vez de música. Quando é assim metam na Cidade FM, na Orbital ou até mesmo na M80. Farão melhor figura e a malta agradece.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Sagaz

Foi isto que me chamaram hoje. E o que eu pergunto é se eram mesmo necessários 22 anos para chegarem a essa conclusão tão óbvia.

Da tese

Imaginem que não gostam de comida indiana. Agora imaginem que vão ao restaurante indiano e que têm que escolher uma ementa do menú, porque não há a opção de passar fome. É (quase) como me sinto ao olhar para os temas propostos para a tese. 

Uma piada para terminar a noite da melhor maneira

Porque é que uma mulher vegetariana nunca grita durante um orgasmo?
Porque não quer admitir que um pedaço de carne lhe dá tanto prazer.

Ahah genial!

Este ano açambarcámos mais um Emmy (e desta vez não foram precisas as mamas da Rita Pereira para isso)

Não quero estar a cometer nenhuma injustiça, até porque não vi a novela Laços de Sangue, mas para mim o Emmy deveria ir parar às mãos da Custódia Gallego e do João Ricardo que deram vida e graça (sim, porque não se limitaram a interpretar) à Gi e ao Armando Coutinho. Eram as únicas personagens que me faziam parar na SIC durante os momentos de zapping. Fico à espera de uma peça de teatro.


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O karma é um gajo lixado

Existem espécimes humanos que, não sei porque carga de água, passam a vida a pôr os seus pares à prova nas condições mais inoportunas. Não sei se para mostrarem à audiência que aquele ser que está agora a ser questionado não sabe tanto quanto julgam saber, se por puro prazer ou se por uma tremenda falta de dois palmos de testa. Mas também não me interessa averiguar a razão para esse tipo de actos. Importa-me sim, que o feitiço se vire contra o feiticeiro. E tem-me alegrado constatar que, de facto, essas pessoas, quando expostas sem armas a não ser a própria cabeça, fraquejam ao mínimo arrojo e cometem os maiores disparates. Não há dúvidas: o karma é lixado.


A excepção e a ocultação de dados não fazem a regra

Confesso que já me ri com as respostas disparatadas que alguns estudantes universitários deram à revista Sábado quando lhes foram colocadas perguntas (aparentemente) simples como "qual é a capital dos Estados Unidos da América?" e "Quem é Manoel de Oliveira?". E ao mesmo tempo que me diverti com a parvoíce e falta de conhecimento alheios, pensei que isto não podia ser uma representação dos universitários deste país, mas sim uma minoria. De certeza que obtiveram muitas respostas correctas, mas decidiram ridicularizar os estudantes deste país. E quem pensa também isto é a sempre certeira Luna do Crónicas das horas perdidas. Eu não diria melhor:

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Sempre desconfiei destes dois


Podia continuar a distorcer a história como já o fiz no título, mas não. Esta é só mais uma das muitas campanhas inteligentes da Benetton. Desta feita decidiu apelar à cessação do ódio entre os povos. O ódio pelas diferenças, sejam elas religiosas, políticas ou com outro carácter. É que já vai sendo tempo de parar de jogar ao braço de ferro por este mundo fora.

Não me digam para ter calma

E aquelas pessoas que têm um timing perfeito para dizer "tem calma" ou um simples "caaaaalma" mais agressivo, quando estamos prestes a explodir e a tentarmos consciencializar-nos de que não vamos rebentar mas sim reger-mo-nos pela calma. É óbvio que a probabilidade disso acontecer fica bastante reduzida. E ficarem calados? Ainda vou desenvolver um sistema que faça com que a cada vez que não fiquem de boca fechada a vossa língua inche tanto que não caiba na boca e que tenham comichão intensa (para coçarem até fazer sangue). Estou a avisar-vos... Não me subestimem. Também sou muito bom a rogar pragas.

Carta aberta ao Bastonário da Ordem dos Médicos, a Teresa Rodrigues e a Fátima Campos Correia

Foi com grande atenção que ontem assisti ao Prós e Contras onde se debateu a lei que entrará em vigor no próximo mês de Janeiro sobre a prescrição por denominação comum internacional. Não me foi possível expressar antes a minha opinião, mas fiquei com algumas considerações a fazer. Como não tenho meios para vos fazer chegar a informação, pode ser que algum conhecido vosso leia o humilde blogue e vos transmita a ideia.

Em primeiro lugar, à atenção do Sr. Bastonário da Ordem dos Médicos, só algumas notas:
Aconselho-o a um estudo aprofundado e rigoroso nesse grande mundo que é a farmacocinética, de modo a entender de uma vez por todas o mundo dos medicamentos genéricos. A farmacocinética é uma disciplina estudada exclusivamente pelos farmacêuticos (repito: exclusivamente) e, portanto, o senhor não é especialista na área e arrisco-me a dizer que da matéria percebe zero. É que se entendesse alguma coisa do assunto, conceitos como bioequivalência não lhe passariam ao lado, e não proferiria disparates como "medicamentos bioequivalentes não se podem substituir entre si". Só mostra um total desconhecimento do assunto - uma conduta deverás lamentável para alguém que vai a um debate representar a classe médica portuguesa. Depois, no estudo farmacocinético que lhe aconselhei, e que desde já me prontifico a tirar-lhe as centenas de dúvidas que irão pairar nessa cabeça (não é uma temática fácil de entender, vá por mim), um conceito importante que deverá apreender é o de biosdisponibilidade. Depois disso, estou certo que nunca mais virá para a televisão dizer que "biodisponibilidade é a quantidade de princípio activo no medicamento, é a concentração que atinge no sangue e que portanto vai fazer efeito". É que quando estudar vai perceber que biodisponibilidade e dose não têm a mesma definição (a quantidade de princípio activo activo no medicamento é a dose, biodisponibilidade representa a percentagem de fármaco que atinge a circulação e que, por conseguinte, fará efeito). E depois de adquirir estes conceitos básicos que o ajudarão a ter um discurso lógico, científico e verdadeiro, vai começar a fazer-se luz nessa cabeça. E será nessa altura que se irá chicotear até fazer sangue nas costas ao lembrar-se que disse que "o Infarmed não garante a qualidade de todos os medicamentos". É que a autoridade reguladora do medicamento não tem preferências, ao contrário do que acontece com a sua classe profissional, que passa a vida a preferir receitar marcas do que genéricos (eu não queria generalizar, mas depois da sua intervenção no debate e uma vez que representa os seus colegas, tive de fazê-lo). O Infarmed regula todos os medicamentos que são comercializados em Portugal. Por isso não tenha insónias devido a este assunto - é tempo perdido e preocupações sem fundamentação. É que a sua falta de fundamentação nas coisas que diz preocupa-me seriamente: fico sempre preocupado quando alguém diz que a diferença genética entre os ratinhos e os humanos é muito pequena. Diga-me, senhor Bastonário, se anda a ver desenhados animados a mais. Aposto que o Ratatui é o seu filme de animação preferido. E eu que pensava que era o À Procura de Nemo, por adorar tanto a Dori que é uma tonta e não diz coisa com coisa. Mas voltando à minha recomendação: estude. Estou aqui para ajudá-lo e incentivá-lo a sair da ignorância. Persistência!

Em segundo lugar, gostaria também de deixar umas palavrinhas à Dr. Teresa Rodrigues, que decidiu dar uma aula de culinária aos portugueses dizendo, para esclarecimento de todos, que os medicamentos genéricos são como bacalhau à brás feito com produtos menos bons, ditos de marca branca. A si, quero apenas ensinar-lhe um conceito muito básico: a indústria farmacêutica não se abastece como a malta durante a crise quando vai ao super-mercado. Não existem produtos de topo e outros menos bons (os de marca branca) à escolha. A qualidade é máxima em tudo o que é utilizado. Como é que lhe hei-de explicar isto de uma maneira que você perceba? Olhe... é como se tudo o que você comesse durante toda a vida fosse cozinhado pelo Jamie Oliver (nunca teria sequer a hipótese de escolher a senhora a quem compra os rissóis lá no bairro). Espero que tenha percebido a analogia, da mesma forma que eu percebi que a senhora é especialista em hipertensão porque percebe de bacalhau salgado.

Por último, e porque as recomendações e considerações já vão longas, deixo as minhas últimas palavras à Fátima Campos Ferreira:

Cara jornalista, se não fosse incómodo gostaria que me mostrasse a parte do código deontológico da sua profissão que diz para ser parcial. É que cada um tem direito à sua opinião e a senhora não é excepção. Mas quando como jornalista medeia um debate, a conversa é outra. E já que falo em debate, e em mediar um debate, deixo-lhe um conselho: faça o trabalho de casa. Vai ver que para a próxima já não diz que os genéricos são a denominação comum internacional e que pode haver troca de princípios activos na farmácia. Ficava-lhe bem mostrar-se preparada para o assunto. Eu percebo que só uma ínfima parte da população é que percebe do assunto e que, por isso, qualquer intervenção que tenha pareça espectacular e irrepreensível aos olhos dos portugueses. Mas depois existem os estudantes e os profissionais da farmácia que olham para o seu programa armados em detectores de mentiras. E olhe que eu detectei várias. Tenho só mais uma coisa a dizer-lhe: foi vergonhosa a sua conduta durante todo o debate. Combinou com o Bastonário da Ordem dos Médicos, não foi?

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Isto revolta-me

Como eu gosto de publicidades geniais


Depois de escolherem a primeira opção, não sejam distraídos como eu. Coloquem um verbo no título e vejam o que acontece. Vai metendo vários verbos para ver o resultado ;)
Nunca entendi a necessidade das pessoas ditas de bem, com nome na praça, ricas, ou o que lhes quiserem chamar, de falarem com sotaque à tia de Cascais (vocês sabem do que estou a falar). É que aquilo não dá mais do que um ar vulgar e ridículo à pessoa. Depois não se admirem quando estiverem a fazer figuras tristes, nomeadamente a apresentar trabalhos para um auditório repleto de colegas, que eu (e mais umas pessoas) se desmanchem a rir. É que eu rio-me sempre do ridículo, é inevitável.

Esta música não me sai da cabeça #9


Enquanto esta miúda recupera as cordas vocais e até não marcar um concerto em Portugal, vou-me contentando a ouvir o CD. Nos últimos dias tem andado em modo repeat no carro. Gosto particularmente desta.

sábado, 12 de novembro de 2011

Quando a esmola é muita o pobre desconfia

O que eu gosto de provérbios populares. Normalmente batem sempre certo e desta vez não foi excepção. É que ontem fui ao meu oftalmologista e o senhor, num acto de extrema bondade, pensei eu, ofereceu-me as gotas para os olhos. Claro que fiquei estupefacto e tive que lhe perguntar se era mesmo de borla ou se pagava à funcionária quando saísse do consultório. Respondeu-me: "sou eu que te ofereço". Saí de lá a pensar que ainda existem pessoas com bom coração e que o mundo afinal não está perdido. Quando cheguei a casa e abri a caixa do colírio, vejo escrito na embalagem "amostra grátis". E pronto, a ilusão passou-me rápido e percebi que ninguém dá nada a ninguém.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Queridos, mudei de casa

Mudei de casa. Eu sei que isto não contribui nada para a vossa felicidade e que não é do vosso interesse, mas a mudança foi tão em grande que tenho mesmo de partilhá-la com vocês. Já tinha tido o previlégio de estar e de olhar para a casa nova com atenção, mas não posso dizer que andei anos a cobiçá-la, até porque a mudança foi de repente. E agora sim, vivo numa casa espaçosa. Tenho salas que nunca mais acabam, o clima sempre climaterizado. Tenho vários jardins, uma piscina e direito a esplanada. Tenho um bar, um refeitório que se adapta muito bem a um salão de festas. Tenho um campo de futebol e respectivos balneários. Tenho um grande estacionamento privativo e espaços verdes por todo o terreno. Tenho uma biblioteca e uma sala de estudo. Tenho duas salas de reuniões, cada uma com uma mesa super comprida, para dar um ar profissional à coisa. Agora sim, sinto-me seguro onde vivo. Até porque não dispensei de uma equipa de segurança permanente que me cobre todos os edifícios e os 2 portões que dão acesso à mansão. É óbvio que numa casa tão grande tenho criadas prontas a servirem-me e a limparem todos os dias. Começam num sítio e quando acabam na outra ponta têm que voltar ao início porque já está tudo sujo novamente. Tenho zonas envidraçadas e não dispensei uma zona de laboratório para poder fazer as minhas experiências. Para gerir a minha pequena fortuna, arranjei ainda uma zona administrativa. Passo o dia a pensar como a minha rotina se alterou e tento perceber como é que consegui viver tantos anos numa casa com apenas 6 assoalhadas, mas não alcanço uma justificação que me faça sentido. Como devem calcular, ando tão fascinado que nem saio de casa.



É mesmo verdade que mudei de casa. Agora vivo na faculdade.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Inventam tanta coisa e nunca pensaram em desenvolver um sistema que permitisse encontrarmos objectos que sabemos que temos em casa, mas não sabemos onde. Fica a dica...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Se é para fazer wishlists natalícias eu também me chego à frente

- Andar no tempo até 16 de Dezembro, de preferência que a coisa demora um milésimo de segundo;
- Aniquilar duas ou três professoras (gostava tanto que isto acontecesse... sou menino para pagar a peso de ouro a quem me fizer isto... é enviar mail para tratarmos dos pormenores);
- Um cadeado para bocas, mas sem modo de abertura posterior;
- Paciência;
- Não entrar em depressão;
- Conseguir dormir 8 horas seguidas em pelo menos 3 dias da semana.

(Pai Natal, se existes mesmo, não me falhes!)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Ontem foi noite de Caetano Veloso e Maria Gadú


Eu já sabia que a Maria Gadú tinha um vozeirão, mas ontem quis comprovar in loco. Do Caetano Veloso nem vale a pena dizer nada. Fica só um apontamento: o concerto foi muito bom, mas o shimbalaiê foi uma fraude. Então só me cantam metade da música?

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Quando tenho muitas coisas para fazer fico a divagar horas. Não sei a qual dar prioridade e a minha vontade é resolver tudo ao mesmo tempo para se acabarem as preocupações. E acabo por não fazer nada. Oh pra mim aqui na net em vez de devorar artigos científicos.
Eu podia vir para aqui escrever uma tese de doutoramento sobre as pessoas não serem verdadeiras com os outros e consigo próprias, de terem uma grandessíssima lata de mentirem à cara podre e de se aproveitarem dos louros e do trabalho dos outros para se safarem e enaltecerem. Podia, mas tenho mais que fazer e, por isso, fico-me só por dizer que o que sinto por gentinha desse género é nojo. E revolta. E que estou prestes a acabar com a situação com um simples "vê se páras com essa conversa de fachada, porque eu não ando aqui a trabalhar para tu fazeres boa figura". Sugerem-me uma alternativa? Digam de vossa justiça.