terça-feira, 5 de março de 2013

Hoje, à conversa com a minha higienista oral, falámos do caricato que pode ser trabalhar na comunidade. Partilhámos histórias engraçadas e rimos bastante com as situações mais absurdas que acontecem e que sempre pensámos ser impossível de ocorrer na vida real. E de repente fiquei com saudades da farmácia, dos dias que eram passados a rir, da dona Glória que ficava triste quando a tensão arterial estava nos valores normais, da dona Amélia que me garantiu ser impossível ter açúcar no sangue porque já faziam duas semanas que não comia bolos, do cigano hipocondríaco que obrigava a mulher a ir todos os dias à farmácia medir a tensão, da dona Zézinha que entrava na farmácia vestida com um avental e que ligava para lá só para dizer que estava farta do marido porque ele ressonava muito, da dona Graça que queria uma caixinha de "aspiri", leia-se "depuralina" e da filha que queria tampões para os ouvidos, não porque sofresse de dores ou porque tinha aulas de natação, mas sim porque a avó não a deixava dormir durante a noite. É (também) este o Portugal real e era assim que eu me divertia há um ano atrás.

2 comentários:

Roxanne disse...

E porque, na verdade, quem está na area da saúde tem milhões de histórias dessas, que fazem os nossos dias!

Ponto disse...

Todos temos historias das boas que voltam à memoria sempre que bate a saudade! Dá vontade de voltar atrás...mas muitas outras virão...melhores =)