quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Isto de andar na faculdade é tudo muito giro, há festas (quase) todos os dias, é querer sair e há sempre alguém disponível, conhecem-se pessoas fantásticas, fazem-se amizades para toda a vida. Mas a faculdade é também uma escola da vida. Não só nos proporciona e mostra o que é bom, mas também nos apresenta o mau. Também nos mostra que há sorrisos e relações por conveniência, que há malta que anda ali sem o objectivo de travar conhecimentos sem segundas intenções, que há gente capaz de fazer qualquer coisa para atingir os seus objectivos, pessoas a quem sabe muito bem receber, mas que desconhecem completamente o significado de partilhar. É andar desatentos e em três tempos somos endrominados sem dar conta. Mas felizmente, juízo, cautela e atenção são três coisas que eu mantenho sempre presentes. E, por isso mesmo, quando essas pessoas se chegam para o meu lado, vêm bater à porta errada. É que a mim não me faz sentido nenhum travar amizades durante o exame com pessoas que até já me andaram a criticar, só porque dá jeito trocar umas opiniões sobre qual será a resposta certa, ou só porque a outra pessoa está mesmo aflita e é uma questão de vida ou de morte. Como também não me faz sentido receber e responder a sms de natal de pessoas que andaram a dizer mal de mim. É que pessoas como estas pensam sempre que são os únicos espertos do sítio e que o que fazem nunca chega aos ouvidos dos outros, mas enganam-se. O grande problema é mesmo esse: acharem que são mais espertas que os outros. É isso e não serem coerentes. E são situações como estas, mas não só, que me têm moldado e vincado o carácter. Que me fazem ter tolerância zero para idiotas e pessoas mesquinhas. Se não valem a pena, escusam de me chamar. Porque eu não estou nem aí.

1 comentário:

MK disse...

A bem ou a mal quem não é mesquinho ou idiota lá terá de aprender a esquivar-se, ignorar ou simplesmente desprezar quem é o é e a faculdade é realmente o local ideal para se estar em contacto com todo o tipo de pessoas.
E tens razão, são esse tipo de situações que descrevem que nos ajudam a crescer e a sermos quem somos.

E eu, por exemplo, sim, estou a gostar de quem me estou a tornar. Há quem me considere isto ou aquilo mas o que é certo é que não estou a perder a minha dignidade em diferentes situações nem me deixo fazer gato sapato daqueles que apenas me querem usar. E isso não tem mal nenhum. É saber simplesmente como sobreviver num mundo que daqui para a frente nos vai dar cada vez mais pessoas deste género.