quinta-feira, 14 de julho de 2011

Há sempre um hipocondríaco em cada um de nós*

Ontem ao final da tarde começaram-me a doer os rins e a dor intensificou-se de tal maneira à noite que não arranjava posição para dormir sem me doer. Fiquei acordado até às cinco da manhã e às oito já estava a pé.

Auto-diagnóstico: isto de certeza que são os rins a falhar, é irremediável, vou ter de fazer hemodiálise o resto da vida.
Diagnóstico do médico: isso foi uma simples contracção muscular, é muito comum acontecer.


* Ou serei eu paranóico? Nunca fico alarmado, mas desta vez as dores levaram-me a temer o pior.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Constatação

Nos últimos tempos tenho ido ver publicidade ao cinema.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Época de exames finais #12

Sou muito bom a fazer cábulas. Já usá-las é outra conversa. Podem estar mais 50 pessoas no auditório mas eu acho sempre que o professor está é desconfiado de mim, quando na verdade toda a gente está a tirar papéis do bolso. Tenho a mania da perseguição. Acho até que suo um bocadinho quando tento tirar os auxiliares de memória para fora. E isto preocupa-me, porque do mesmo modo seria um ladrão muito mau (e como isto anda, nunca se sabe o que será preciso fazer no dia de amanhã).

terça-feira, 5 de julho de 2011

Época de exames finais #11

Deixar algo em branco é que não (só quando é a descontar).


Não entendo aquelas pessoas que dizem que se ganhassem o euromilhões não iam mudar muito a sua vida e acabariam o curso universitário. Mas quem é que no seu perfeito juízo e com centenas de milhões de euros nos bolsos pensa, assim a curto prazo, acabar o curso? Assim de repente pairam na minha cabeça muitas ideias para ocupar o tempo e gastar o dinheiro. E nenhuma delas passa por andar a estudar nos tempos mais próximos. Eu se ganhasse dava a volta ao mundo. E não era em 80 dias. Depois disso, logo via o que me apetecia fazer. Eu até compreendo a parte em que acabar o curso faz parte da realização pessoal de muito boa gente, mas, afinal, qual é a pressa? Há toda um planeta por descobrir e há mais mundo para lá das sebentas e dos exames. É por isto que eu tenho fé que o euromilhões um dia me calhe a mim e que a malta pouco ambiciosa não passe do 12º prémio. Admito, sonho alto. Mas qual é o mal? Já ando com os pés bem assentes na terra durante o dia-a-dia. 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Como ser entrevistado num festival de verão e ter a certeza que a entrevista não vai passar na TV

Dizer que só se foi ao festival porque o bilhete foi à borla. É um turn off incrível. O mais engraçado é ver a cara de "o que é que faço agora?" da repórter.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Não gosto de ser uma pessoa paranóica, sempre com o medo da perseguição e a pensar o que é que me vai acontecer a cada instante quando estou na rua. Mas começo a olhar para as caixas de multibanco com outros olhos. Mais vale prevenir e averiguar se têm algum objecto estranho perto como, por exemplo, uma bomba (este exemplo foi escolhido aleatoriamente). Mas alguém anda a querer seguir as pisadas da ETA ou do Bin Laden?

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Época de exames finais #10

Saber que passei a uma cadeira é a motivação que preciso para continuar o estudo para o exame seguinte. E agora vou fazer uma coisa completamente diferente do que tem sido o meu quotidiano: enterrar a cabeça na sebenta de microbiologia.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Ainda esperei uns dias para ver se alguém lançava a piada, mas está visto que vou ter que ser eu não é? Então ninguém dá os parabéns à malta da organização do festival Sudoeste? É que a Amy Winehouse cancelou o concerto, mas os organizadores prontificaram-se a arranjar um substituto que tivesse as mesmas exigências para o camarim. Já estava tudo tratado com um estafeta em Amsterdão que asseguraria material de primeira a pedido da Amy e as pipas de vinho Monsaraz já estavam pagas e tudo e ela faz-nos esta desfeita. Mas não houve problema, consta que o Snoop Dogg acalmou a organização dizendo que o vinho ficaria para a sua comitiva e que do resto tratava ele. Eu cá não sou de intrigas, mas foi o que ouvi dizer...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Não gostava de ser figura pública. Preservo muito a minha privacidade, só exponho a minha vida até onde quero. Para mim seria impensável ter gente a vasculhar o meu passado, ter sempre alguém a vigiar-me os passos e a fotografar-me. Fosse num jantar muito romântico ou numa simples ida às compras, que nisto a imprensa cor-de-rosa não faz distinção. Para mim a fama só tem um lado bom: a pessoa ser reconhecida pelo seu talento. E por talento não me refiro a ter jeito para ir a festas e abanar bem as ancas. Refiro-me a talento no teatro, no cinema, na escrita, no desenho, na arte em geral. Mas não sei se essa parte boa é assim tão boa que compense o outro lado mais negro. É que quem não tem cabecinha e maturidade suficiente para gerir bem a exposição pública, é endrominado em três tempos. É muito giro fazer capas de revista, ser sempre o mais cool e estar em todo o lado e em tudo o que é festa. Mas depois isso tem um preço a pagar - a perda da privacidade. As pessoas habituam-se e acham-se no direito de saber tudo da vida das celebridades. E depois, quando acontecem casos como o do Angélico Vieira em que muito se especula, a situação é explorada ao máximo. São as pessoas que querem saber o que aconteceu e são as redacções que, sedentas, disparam notícias a toda a hora, sendo que muita pouca verdade é dita.
Também há outra coisa que me faz muita confusão em Portugal. Porque é que uma figura pública é vista como um Deus, que nunca erra e nunca merece nada de mal? É que notícias como estas surgem todos os dias e não vejo ninguém a ter pena do rapaz que ia a conduzir e cujo amigo morreu devido à sua má condução. Condenamos tanto as asneiras que o comum dos mortais praticam, como, por exemplo, não usar cinto de segurança e conduzir com excesso de velocidade, há tanta revolta e tanta campanha para combater isso, e depois é só preciso que seja uma pessoa conhecida a cometer essas ilegalidades que tudo é esquecido. O importante é que fique bem, isso do cinto de segurança é só um pormenorzinho, coitado, de certeza que o cinto o estava a incomodar. Olha... à conta dele, um rapaz morreu e uma rapariga também não está nada bem, mas pronto, são vicissitudes da vida, o importante é que ele esteja bem. Eu imagino se não passasse de um desconhecido: o caso era mais um que figurava na terceira página do Correio da Manhã, e as pessoas mais próximas culpariam o condutor por imprudência e lamentariam a morte do rapaz que ia à boleia. Mas não, neste país figura pública é sinónimo de santo. E se são estes os exemplos que temos, fico muito mais descansado, não haja dúvida!

domingo, 26 de junho de 2011

Gostava de pedir aqui uma grande salva de palmas para o génio que idealizou o Último A Sair, esse programa hilariante como já não se via há muito tempo. Gozar com os reality shows foi uma ideia muito bem pensada e ironizar estereotipos está muito bem conseguido. Só é pena eu já saber quem "ganha", gosto mais quando há o factor surpresa.
Vamos lá a esclarecer uma coisa: escrever 'winda' num ambiente que não roce a brincadeira é apenas... preocupante. Nem o meu primo que ainda tem perturbações na fala e é um bocado espanhol a falar diz winda/o, mesmo quando quer ser querido. Existem outras maneiras de o fazer. E mais apropriadas para a idade (cronológica).

sábado, 25 de junho de 2011

Bad Teacher

E dizia eu que a Cameron Diaz já não podia ser a boazona que foi em tempos. Antes a giraça do filme, agora já com estatuto de professora, depois seguia-se o papel de mãe e depois o de avó. Vai-se a ver e não é assim.






sexta-feira, 24 de junho de 2011

Época de exames finais #9

Quando a vontade de estudar roça ali os -10% não vale a pena insistir. É pegar em nós e sair de casa, espairecer a cabeça, ir ao café, ver um filme que nos faça rir ou ir almoçar fora. Considero que o insucesso (ou o sucesso, mas fraquinho) de muita gente é julgar que quantidade de horas de estudo é igual a qualidade. Essa proporcionalidade até pode existir, mas não é assim tão linear.

Afinal não é só nos filmes que acontece

Hoje no cinema, durante a publicidade que dá antes de começar o filme, um adolescente correu até ao pé do ecrã e disse a plenos pulmões "estão a ver aquela rapariga de blusa às riscas? Ela é a mulher da minha vida. Amo-te muito". Ficou toda a gente surpreendida e a olhar para o rapaz. Mas foi engraçado. E desatou tudo a bater palmas. 

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Época de exames finais #8

Os professores são hipócritas. Incentivam o trabalho de equipa na realização dos trabalhos e na compreensão de temas importantes. E no final do semestre chega-se ao exame e não podemos trocar opiniões com os colegas de trabalho. Muito contraditório.

Quanto mais conheço os amigos dos outros mais gosto dos meus

Nunca fui muito efusivo no que toca a elogiar os outros. Não tenho o hábito de bajular continuamente aqueles que amo. Sou pelos actos demonstrados e acredito piamente que valem mais do que mil palavras. Andar de roda das pessoas a recordardá-las que as adoro não faz nada o meu género e soa-me sempre a falso, parece-me sempre algo forçado. As minhas atitudes transparecem os meus sentimentos e penso que isso basta para transmitir a mensagem. É que parece-me haver demasiada gente com uma necessidade desmedida de publicar ao mundo o quanto gosta dos outros a toda a hora. Ele é em beijos, ele é em dedicatórias à vista de toda a gente, ele é em frizar que aquela pessoa é a melhor amiga e consequentemente a melhor pessoa do mundo. Tenho sérias dúvidas da veracidade de todos esses elogios. Parecem-me mais uma necessidade da própria pessoa em convencer-se que isso é verdade ou em mostrar como é boa pessoa e altruísta, oh pra mim tão fofinha aqui a declarar o meu fascínio. Por detrás de toda essa euforia tem que haver ali um azedume qualquer que se tenta esquecer. Vejo muitos "amigos" a agarrarem a primeira oportunidade que têm para darem uma facadinha nas costas do seu best friend forever. Há sempre contrariedade entre toda aquela amizade desmedida e as atitudes que têm. E é por isto que quanto mais conheço os amigos dos outros mais gosto dos meus. Porque não preciso que me encham de beijos e abraços e me teçam elogios a toda a hora. Só preciso da sua sinceridade, da sua confidencialidade e de sentir que continuam a preferir a minha companhia e a querer partilhar este mundo e o outro comigo. Não vou entrar aqui em discussões e dizer que os meus amigos são os melhores do mundo, mas garanto-vos que são o melhor do meu mundo.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Época de exames finais #7

Uma segunda feira pode parecer-me um sábado e uma quarta-feira pode parecer-me uma sexta-feira, como hoje. E embora nesta fase os dias sejam passados de volta dos livros, não me venham com a conversa que todos os dias são iguais.
A criação deste blogue surgiu uns meses depois de ter descoberto a sério a blogosfera. Comecei pelos blogues mais conhecidos. Lembrava-me de vez em quando e vinha cá espreitar o que andavam a escrever. Depois aventurei-me pelas caixas de comentários e fui expandindo a minha leitura a outros blogues mais recônditos mas igualmente bons. Encontrei autores muito diversificados, identifiquei-me com uns, com outros nem por isso. A curiosidade aumentou e passei a ter as minhas leituras diárias nos espaços de quem me suscitava interesse, de quem me fazia rir, de quem me punha a pensar ou mesmo de quem me conseguia abalar com a sua escrita. Não sendo um Saramago, nem pouco mais ou menos, decidi então aventurar-me neste mundo complexo dos blogues sem um objectivo definido. Não idealizei um nome e muito menos um conceito para o blogue. Compreendo quem o faça por, por exemplo, gostar muito de moda ou de política, mas no meu caso não havia um objectivo claro. Queria escrever. Sobre o que me apetecesse. E é assim que continua a ser. O blogue transparece, até um certo limite, o meu estado de espírito e como vai a minha vida. Se escrevo muito significa que ando inspirado e alegre. Quando não publico tanto, na maior parte das vezes, é porque isto não anda a 100%. E é por isso que, seja ou não ridículo, o blogue tem o nome que tem. Escrevo sobre o que me apetece sem restrições e sem obrigações de tempo. Haja fascínio por este universo de ideias, haja gente que me arranque a atenção e que esteja pronta para a troca de ideias. E eu cá continuarei.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Há 1 ano e 1 dia a blogar



E é assim, uma pessoa distrai-se e o primeiro aniversário do blog passa-lhe ao lado. Obrigado a todos os que têm passado por cá, que têm paciência para o que escrevo e que se dão ao trabalho de comentar.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Época de exames finais #6

Na véspera, no própria dia e já mesmo à porta do auditório onde vai decorrer o exame o meu pensamento é (quase sempre) "só precisava de mais um dia de estudo".

Afinal ainda há esperança na classe política deste país

Fernando Nobre, esse grande senhor que é de uma coerência sem igual, que o ano passado era pela cidadania e que se assumia apartidário e que há uns meses se tornou do PSD, não foi eleito Presidente da Assembleia da República.

domingo, 19 de junho de 2011

A minha função não é esta, mas sinto-me no dever de esclarecer uma situação, que podendo parecer ridícula e mesquinha, me tem incomodado. Jornalistas deste país, vocês podem escrever muito bem, a vossa ortografia é sempre a melhor e ninguém vos supera, mas já é tempo de se irem inteirando do vocabulário científico, para não inventarem demasiado e criarem espécies novas. Ora, a bactéria de que tanto falam é a E. coli. Em itálico, sem hífen e com a segunda palavra a começar com letra minúscula. Vamos lá começar a escrever correctamente se fazem favor. Ou a E-coli é ainda mais lixada do que a velha E. coli e só vocês é que sabem?
Pode ser do cansaço que se instalou em mim, mas começo a ficar sem paciência para pessoas que só se lembram que eu existo quando lhes convém. O telemóvel não serve apenas para enviarmos mensagens quando estamos muito interessados numa coisa. Também tem a opção de atender chamadas e de responder.

sábado, 18 de junho de 2011

Época de exames finais #5

Eu contra o relógio.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Eu até compreendo que revistas ao falarem do baptizado do Cristiano Ronaldo Júnior facturem imenso e que as redações batam palmas. Mas tentem cingir-se ao tema. Não me estão a perceber? Eu dou um exemplo. Fotografar a minha tia, que não conhece o Cristiano Ronaldo e companhia limitada de lado nenhum, à saída do salão da mesma cabeleireira onde foram hoje de madrugada dona Dolores e respectivas filhas, é apenas ridículo. A este género de imprensa pouco importa apurar factos. Ora se a mãe e as irmãs do Cristiano foram àquela cabeleireira, todas as pessoas que hoje lá foram eram de certeza convidadas do baptizado.

Época de exames finais #4

Já que tenho que ficar aprovado à disciplina, que seja à primeira vez para as horas de estudo não serem a dobrar.
(ou como apanhar bronze mais cedo e não ter exames até finais de Julho)
(ou como sonhar alto faz bem ao ego)

A Ressaca II


A fórmula é a mesma. Muda-se a cidade e pouco mais, instala-se o caos e a comédia. E o espectador ri-se. Não tanto como no primeiro, porque não há tanto suspense, mas não deixa de ser preferível a uma noite em casa a olhar para as paredes.

Mas o que me despertou mais a atenção foram mesmo as paisagens da Tailândia. Se andar alguém muito generoso (e milionário) a ler o blogue é favor chegar-se à frente e marcar a viagem. Enquanto isso, ficam as fotos. Para sonharem um bocadinho. Diz que nunca fez mal a ninguém.