Ao saber que o violador de Telheiras foi condenado a 25 anos de prisão, depois do tribunal dar como provado que cometeu 71 crimes, pensei que finalmente se fez justiça neste país. Mas logo depois me passou a ilusão de que tudo funciona bem por cá e lamentei que a justiça só se aplique em alguns casos. Fiquei a pensar porque é que o senhor Carlos Cruz não está a ver o sol aos quadradinhos. É que o tribunal também provou que ele cometeu os crimes. É triste uns serem filhos e outros filhos da puta.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
Andava eu a pensar se ter voo de regresso para Lisboa a 11 de Setembro podia ser mau, nao fossem os senhores da Al Qaeda lembrarem-se de comemorar o aniversario com mais um atentado, como por outro lado achava que assim era melhor porque haveria com certeza segurança redobrada. Mas os senhores da TAP pouparam-me 'a decisao e cancelaram o voo. Mais um dia no Brasil. E' bom, mas eu ja' tenho saudades de casa.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Episódios bizarros #2
Dirigi-me ao balcao para pagar duas águas de coco e uma cerveja e a senhora da caixa pergunta-me o seguinte: já sabe falar? Ao que eu respondo, muito atordoado, “sim”. Então digam-me la’ se não tinha sido engraçado eu ter-lhe dito “não, ainda so’ sei ladrar com esta idade... e mordo”.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Então e’ isto. Deixa-se de comparticipar as pílulas contraceptivas. Já estamos todos muito crescidos e bem informados e endinheirados para se prolongar mais esta borla tão descabida. Já toda a gente em Portugal percebeu que para não engravidar tem que se tomar a pílula, somos um bom exemplo para todas as nações. Não temos mães adolescentes vai para uns 10 anos e descuidos e’ coisa que não entra no nosso dicionário. Sim senhor, estou orgulhoso. A classe política nunca nos desilude. Um bem haja, portanto.
Parabéns a mim que já cá cantam 22
Comemorar o aniversário fora do país é um pau de dois bicos. Por um lado é bom estar fora, andar a conhecer outras culturas e outras terras. Mas por outro ficar a 5500 km de casa não é o melhor quando se quer comemorar a data com a família toda e os amigos. Mas hoje tive a confirmação (porque a certeza eu já tinha) que podemos estar no outro lado do mundo, no lugar mais recôndito de sempre que isso não é um obstáculo para quem se importa realmente connosco. Quem realmente importa e se importa fez chegar a mensagem. E isso não tem preço.
Como hoje o dia é meu, foi dia de compras, em jeito de prenda(s) de aniversário. Fica a foto.
(A verdade é que vou montar uma banca clandestina de Havaianas quando chegar a Portugal, isto se não ficar detido na alfândega)
Fortaleza #1 Insólitos
Gosto de gente que mete os pontos nos is. A malta e’ logo avisada que `a quarta-feira se samba com segundas intenções. Depois não se queixem quando la’ estiverem, o aviso ficou feito.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Também nos últimos dias têm-me feito uma pergunta tão sem sentido e descabida que dá-me para rir e dar uso à ironia. Espero que estejam preparados para a tamanha estupidez da questão que se segue: então e tu vais para Fortaleza e não tens medo de ir para lá, que é tão perigoso, e que te matem como fizeram aos outros na praia do Futuro? Antes que perguntem, tenho para mim que são pessoas desocupadas e que se preocupam demasiado com a vida alheia esquecendo a sua. Também são um bocadinho pobres de espírito e desconfio que nada devem à inteligência. É que assim à partida o que é que uma coisa tem a ver com a outra? Se há 10 anos os empresários portugueses foram enterrados vivos na praia, então desde aí que ninguém devia ousar viajar para Fortaleza? Será que estas pessoas também pensam que depois do 11 de Setembro deveriam ter cancelado os voos para Nova Iorque para todo o sempre? E que desde os ataques de Anders Breivik que mais ninguém se deveria atrever a explorar as paisagens da Noruega? Estas pessoas preocupam-me. Há gente que parou no tempo e que por mais informação que tenha não consegue evoluir. E por causa disso, sou eu que depois tenho de ouvir barbaridades deste género. Agora vou só ali ponderar durante cinco minutos se devo ir ao café. É que ouvi dizer que há uns dois anos um tal de Zé deu um murro a um gajo e frequentar locais onde já houve confusões, catástrofes e assassinatos é uma cena que a mim não me assiste.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Esta música não me sai da cabeça #3
Não sou muito fã das músicas da Aguilera, mas esta conveceu-me pela boa energia.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Contem-me tudo
A três dias de ir para o Brasil, pela primeira vez, já perdi a conta aos avisos que me fizeram. Aquilo é um perigo. Está descansado, que eu quando lá fui nunca me senti insegura. Cuidado com a roupa que levas. Reparam muito nas t-shirts e na roupa cara, em geral. E nos acessórios. Eu comprei roupa na Zara de propósito e arrependi-me. Vi gente lá a vestir bem e não tiveram problemas. Para eles qualquer coisa dourada é ouro, nem penses em levar isso. Cheguei a ir sozinha para a praia e nunca se meteram comigo. As favelas são um perigo, não te chegues perto. Eu ia à noite para os bares da favela e nunca me aconteceu nada.
Meus amigos, em que é que ficamos? O Brasil (o nordeste brasileiro, mais propriamente) é assim tão perigoso ou há gente que é assim dada para o exagero? É mesmo preciso deixar as roupas em casa e ir para lá desfilar que nem um mendigo ou posso dobrar os trapos sem medos e fazer a mala?
domingo, 28 de agosto de 2011
Esta música não me sai da cabeça #2
Oiço esta música há anos e até agora não me fartei. Os The Kooks são uma boa banda que hei-de ver ao vivo, de preferência brevemente. Adoro o sotaque britânico da banda.
sábado, 27 de agosto de 2011
Esta música não me sai da cabeça #1
Closing time, every new beginning
Comes from some other beginning's end
terça-feira, 23 de agosto de 2011
29 Ways To Stay Creative
Não sei até que ponto atingiria a criatividade a cantar no banho, mas tentar não custa.
Pelas bermas de Portugal
À primeira vista esta imagem não tem nada de esquisito. Não fosse ter tirado a fotografia na berma da A1 e este pacote seria apenas mais um que compõe o habitual lixo que vemos pelas ruas. O que me intrigou foi o facto de haver alguém que em plena viagem numa auto-estrada consome um litro de leite assim como quem leva uma garrafa de água no carro, já para não falar da questão de haver gente bastante badalhoca. Existem pessoas estranhas.
Kit de sobrevivência a conversas de circunstância subordinadas ao tema "estás tão crescido"*
O grande lema mudam-se os tempos, mudam-se as vontades devia ser acompanhado por outro igualmente bom e que tanta falta faz: mudam-se os tempos, mudam-se as conversas de circunstância. Devia, mas até agora ainda não sucedeu. Isto porque o meu metro e oitenta e oito centímetros continuam a ser tema de conversa em encontros ocasionais. É certinho como o destino. Não é que a minha altura não me agrade, que não é mesmo esse o caso, até fiquei indignado quando reparei que me roubaram quatro centímetros no cartão do cidadão. É que se estou acompanhado pelos meus avós e lá vem o primo em quarto grau que vi três vezes na vida ou o senhor Manuel que trabalhou há trinta e cinco anos com eles, ou se acompanhado com os meus pais e aparece a amiga do antigo trabalho ou a tia afastada, o meu cérebro entra em modo automático, coordena-se sozinho e fica pronto para me obrigar a esboçar o meu melhor sorriso amarelo (sim, porque nesta categoria há um para cada situação) logo após o assunto "altura do rapaz" vir à baila. Acreditem que já tenho um mestrado em conversas de circunstância sobre a minha altura, uma pós-graduação em lidar com o espanto das pessoas (como se eu competisse em altura com um arranha-céus) e uma especialização no belo do sorriso amarelo (são muitos anos de treino). Perante estas interessantes situações já vou dando por mim a apostar comigo mesmo quantos segundos faltam até a pessoa se exaltar com todo este comprimento, nunca antes visto e digno de registo. Como é do senso comum, o homem português mede em média 1,47m e não me cabe a mim outra coisa se não ser paciente e deixar que admirem e me mirem esta medida escandalosa que o meu corpo abarca. E é por isso que vou sorrindo e balbuciando uns disparates, para não fugir muito do contexto da conversa, evitando que a ironia tome conta da situação e me saiam da boca autênticas pérolas. Mas como toda a gente sabe, de pár-lá-piês que não interessam ao menino Jesus está o Inferno (e eu) cheio deles, acho que está na altura de me divertir mais com a situação. É certo que ultrapassarei o limite do desagradável, mas, assim à primeira vista, este género de conversa também não me agrada nada e, portanto, ficarei em pé de igualdade com quem daqui para a frente se atrever a tocar no assunto. Ficam aqui alguns modelos de corta-conversa para quem sofre do mesmo mal. Usem e abusem, sem medos:
PATETA (Pessoa Aterrorizada com Toda Esta Tamanha Altura): Ai estás tão grande! A última vez que eu te vi eras tão pequenino!
Eu: Pois, é normal, a última vez que me viu eu tinha uns quatro anos, acha que ia ficar a medir um metro para o resto da vida?
Eu: Pois, é normal, a última vez que me viu eu tinha uns quatro anos, acha que ia ficar a medir um metro para o resto da vida?
PATETA: Estás tão crescido rapaz!
Eu: O mesmo não posso dizer de si, não é verdade?
PATETA: Os teus pais meteram-te adubo nos pés, foi? (Esta é das minhas preferidas)
Eu: Não, meteram uma coisa mais orgânica e natural - o estrume de vaca.
Eu: Não, meteram uma coisa mais orgânica e natural - o estrume de vaca.
PATETA: Quando é que páras de crescer rapaz?
Eu: Não sei, os gigantes como eu estão em constante crescimento. Para já o meu objectivo são os três metro e meio, depois logo se vê.
PATETA: Não jogas basquete? Com essa altura era o que devias fazer!
Eu: E porque é que você não se cala? Com essa parvoíce toda é o melhor que tem a fazer.
Eu: Não sei, os gigantes como eu estão em constante crescimento. Para já o meu objectivo são os três metro e meio, depois logo se vê.
PATETA: Não jogas basquete? Com essa altura era o que devias fazer!
Eu: E porque é que você não se cala? Com essa parvoíce toda é o melhor que tem a fazer.
PATETA: Tu nem sequer deves caber na cama!
Eu: Oh, não se preocupe. Desde os 14 anos que durmo de pé, já me habituei.
Eu: Oh, não se preocupe. Desde os 14 anos que durmo de pé, já me habituei.
*Depois não me agradeçam... a ver se vos continuo a safar!
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Não me venham com a conversa de não haverem boas bandas portuguesas
Só uma boa música é que anima um dia tão enfadonho.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
A minha família é uma animação (?)
Gosto muito dos jantares de família em que os avós começam a relembrar tempos remotos e a contar as histórias do antigamente. Algumas são repetidas inúmeras vezes, que já as sei de cor. Outras são reveladas pela primeira vez. Hoje foi a vez de saber que um tio esteve preso durante dois anos e meio, há uns 50 anos, por ter morto um homem. Claro que fiquei incrédulo. Logo o tio Manel que é tão pacato? Sim, esse mesmo. "Mas foi sem querer... só lhe deu um murro e o outro caiu no chão e bateu mal com a cabeça". Pois... foi só uma sacudidela e o outro é que não teve aulas de judo suficientes para saber cair sem se aleijar. Esta família já me surpreendeu tanto que eu achava que já não podia haver mais nada que me deixasse boquiaberto. Pelos vistos estou enganado. Estou com medo da próxima revelação.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Crónicas de uma ida à praia #2
Fazer praia no Algarve é ver o nadador-salvador abrir o toldo a um casal e sentar-se três horas na espreguiçadeira, ficando à conversa, obrigando a senhora que alugou o toldo a estender a toalha na areia.
domingo, 14 de agosto de 2011
Alerta: se sair à noite não beba água
E ao dia 14 de Agosto de 2011 eis que surge uma espécie de barman até então no armário. Até agora qualquer pessoa podia pedir a sua bebida sem esperar qualquer comentário por parte do empregado. Mas isso era até agora: tudo mudou. Surgiu agora uma nova espécie de barman que discrimina senhoras que pedem garrafas de água. Esta espécie ainda faz a pergunta “água?” com ar escandalizado para dar oportunidade ao cliente (no caso que eu assisti, à cliente) de alterar o pedido. Mesmo quando o cliente confirma o pedido, este novo género insiste com a mesma pergunta aumentando o ar de incredulidade. Até que se dá o fim do mundo (também conhecido como o cliente confirmar pela terceira vez que quer mesmo água).
Se não entenderam a mensagem, eu explico: é aconselhável consumirem álcool na discoteca. Mesmo que vão conduzir a seguir, o importante é resistirem a qualquer tipo de hidratação. Dêem cabo do fígado, conduzam com 1,5 de álcool no sangue, mas se quiserem água não consumam o que têm direito mesmo que estejam a morrer à sede. O importante é não ofenderem a malta do bar. Eles até são pessoas simpáticas, mas acham que não são pagos para servir garrafas de água. Julgo até que se começam a insistir muito a pedir água Serra da Estrela, esta nova espécie não está para brincadeiras e é bem capaz de vos enfiar nas reuniões dos sóbrios não-anónimos. Depois não digam que não vos avisei.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Hoje não vou sair, hoje não vou sair, hoje não vou sair
Foi este o mantra que disse para mim mesmo durante cerca de uma hora depois de ter chegado a casa. Mas esqueci-me que estou no Algarve. E que parar é morrer.
domingo, 7 de agosto de 2011
Como não dar 600 euros por um bilhete e 'assistir' à mesma a um concerto de Joe Cocker
Abre-se a portada do quarto, tem-se sorte do vento estar a favor, e ouve-se a voz na perfeição. Pode também optar-se por passar de carro à porta do hotel onde decorre o concerto. E assim se poupa dinheiro e tem-se algum proveito. É que 600€ por um bilhete é para loucos. E eu até posso ser louco... mas não em demasia!
Subscrever:
Mensagens (Atom)








