Durante esta semana na faculdade realiza-se a recepção ao caloiro. Ou para encurtar mais a expressão, durante esta semana lá na faculdade há praxe. E eu gosto. Muito até. Gosto de receber os caloiros, de lhes incutir o espírito de união, de partilha, de ajuda. Gosto de lhes transmitir o meu espírito, tudo o que aprendi. Mostrar-lhes e ajudá-los a perceber o que significa tudo aquilo. Gosto de o fazer, porque foi-me útil no meu ano de caloiro. Conheci muitas pessoas à conta disso e a integração acabou por ficar muito mais facilitada. Mas só gosto disso quando as coisas são bem feitas. A mim sempre me ensinaram que o limite da praxe é o bom senso e eu lamento quando vejo isso ser ultrapassado. Porque a praxe tem que ser entendida como uma tirania, como algo que ajuda à integração dos novos alunos na faculdade. E não tem que ser um evento para se descarregarem frustrações. Um caloiro não é um saco de pancada, não é um mero objecto com quem se possa gritar e mandar vir só porque se está irritado e de mal com a vida. Para isso é preferível ficar quieto. Ou então dar murros ou cabeçadas na parede.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
É estúpido, não há palavra que descreva melhor o assunto, tentarem alterar algo que era um sucesso, algo que resultava bastante bem como estava estruturado. Mudarem o que tem bons resultados, o que já é tradição, apenas com o pretexto de querer inovar, querer que seja diferente, não faz sentido. Porque nem sempre se muda para melhor.
domingo, 19 de setembro de 2010
Eu nem era para me pronunciar sobre o assunto
mas é que o resultado do jogo Benfica - Sporting agradou-me.
Igualdade de direitos, mas não em tudo
Há muito que ando para perder o meu precioso tempo num assunto que me assola e, acima de tudo, me causa uma ligeira (mas é mesmo ligeira, nada de se sentirem ofendidas) revolta e incompreensão, que é nada mais nada menos o facto dos homens pagarem mais na noite do que as mulheres. Vai-se a qualquer discoteca e os chulados são sempre os mesmos do costume - nós, os homems. Pagamos sempre mais do que elas, por vezes até o dobro, e também não é com pouca frequência que somos os únicos a pagar. Se só por si isto revela à partida uma tremenda injustiça, o mais engraçado é que normalmente temos direito a apenas uma bebida, enquanto elas levam um cartão inteiro para consumir. Vá... no dia em que o rei faz anos, num estado de completa alucinação, lá levamos vales para duas bebidas. E a minha única pergunta é: porquê? Ocupamos mais espaço? Não somos bem-vindos? Os copos que nos servem têm alguma propriedade especial? Ou será das bebidas? Ou será... apenas porque sim?! É que nem me venham com a história mais que ouvida "ah e tal mas vocês não têm filas para a casa de banho". Essa desculpa já não cola, inventem outra. Portanto, se alguma mente iluminada me estiver a ler que diga de sua justiça. Aqui apenas são bem-vindas explicações brilhantes e que contenham algo antes nunca revelado.
sábado, 18 de setembro de 2010
Da desonestidade das redes sociais
Em qualquer rede social, seja ela o já não usado hi5 ou o facebook, há algo que nos leva a todos a sermos uma cambada de mentirosos. Ora alguém no seu perfeito juízo acha mesmo que eu tenho para cima de duzentos (DUZENTOS?!) amigos? Tudo bem, bem sei que sou uma pessoa espectacular, que há por aí meio mundo a atropelar-se para travar amizade comigo, mas até agora garanto que conto os verdadeiros amigos pelas mãos. Portanto, vamos lá começar a chamar as coisas pelos nomes e a admitir que nas redes sociais a maioria das pessoas pertencem à categoria 'conhecidos' e que outras tantas deviam estar encaixadas na secção 'malta que nunca vi na vida'.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Mas será normal
em plena auto-estrada formarem-se quilómetros de fila só porque toda a gente decide ver o acidente que aconteceu no outro sentido? Isto é mesmo à portuga.
Mediatamente
Esta senhora tem servido de fonte de inspiração aos momentos de maior parvoíce nos últimos tempos. Por isso, este post vai em homenagem às C's que são as mais engraçadas e que elevam a parvoíce (e a boa disposição) a um nível inigualável.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Há cerca de duas semanas uma pessoa chegada à minha família sofreu um AVC. Diz quem o foi ver, logo que isso aconteceu, que chorava muito, que metia dó, que ficou afectado, que tinha a boca ao lado, que não controlava muito bem uma das pernas, que tinha momentos de lucidez alternados com momentos em que perdia o controlo das suas acções.
E eu fui ouvindo todos esses relatos, mas tentei sempre evitar o assunto. Porque já sabia que o inevitável ia surgir. Mais cedo ou mais tarde a pergunta "então e quando é que o vamos visitar?" ia-me ser colocada. E mais uma vez eu ia armar-me em cobarde. E foi mesmo isso que aconteceu.
Lido mal com situações deste género. Detesto visitar pessoas hospitalizadas e debilitadas. Prefiro vê-las quando já estão melhores ou, de preferência, quando já estão totalmente recuperadas. Eu sei que não devia ser assim. Que por mais que me custe devia agir de forma diferente. Ter mais coragem, encarar a situação em vez de fugir dela. Sei que se um dia for eu a estar nesse lugar também vou gostar que me visitem, que me apoiem, que estejam comigo fisicamente e não apenas à distância. E devia aplicar tudo isto que aqui estou a escrever. Mas vou sempre adiando, porque estas coisas transtornam-me imenso. É que parecendo que não isto é uma grande merda.
Lido mal com situações deste género. Detesto visitar pessoas hospitalizadas e debilitadas. Prefiro vê-las quando já estão melhores ou, de preferência, quando já estão totalmente recuperadas. Eu sei que não devia ser assim. Que por mais que me custe devia agir de forma diferente. Ter mais coragem, encarar a situação em vez de fugir dela. Sei que se um dia for eu a estar nesse lugar também vou gostar que me visitem, que me apoiem, que estejam comigo fisicamente e não apenas à distância. E devia aplicar tudo isto que aqui estou a escrever. Mas vou sempre adiando, porque estas coisas transtornam-me imenso. É que parecendo que não isto é uma grande merda.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Ainda eu confio na minha dentista quando lhe pergunto quanto tempo vai demorar a anestesia a passar e ela me diz que no máximo dentro de duas horas a coisa passa. Pois, quase que isso é verdade. Passadas mais de quatro horas jantei eu a fazer um esforço para a comida não me sair pelo canto da boca.
Era só dizer "preciso de ajuda"
Ia eu hoje pronto para descer as escadas rolantes no centro comercial quando uma senhora me impede o caminho, porque... voltou para trás com medo! Lá deixou ela que a filha e a neta descessem impávidas e serenas a escadaria, enquanto lhes dizia "eu vou dar a volta" que é como quem diz "vou só andar mais 300 metros para descer pelo meu pé, estas escadas automáticas não foram feitas para mim".
E tudo isto era escusado. Primeiro porque a filha podia tê-la ajudado. Sem acertar nos cortes da escada, primeiro o pé direito e de seguida o pé esquerdo. Simples. Segundo, porque eu próprio me ofereceria para ajudar a senhora, não fosse o seu ar de pânico e negação misturado com um pensamento "não sou capaz". Eu bem que tento ser altruísta, ando sempre atento para ajudar o próximo, mas nada. Ninguém me requisita e eu não sou pessoa de insistir quando não querem.
E tudo isto era escusado. Primeiro porque a filha podia tê-la ajudado. Sem acertar nos cortes da escada, primeiro o pé direito e de seguida o pé esquerdo. Simples. Segundo, porque eu próprio me ofereceria para ajudar a senhora, não fosse o seu ar de pânico e negação misturado com um pensamento "não sou capaz". Eu bem que tento ser altruísta, ando sempre atento para ajudar o próximo, mas nada. Ninguém me requisita e eu não sou pessoa de insistir quando não querem.
E amanhã é dia de retomar as aulas. Com muita pena minha, diga-se de passagem. Viessem mais dois meses de férias acompanhados do calor que por cá anda que eu não reclamava. Mas não, o Reitor acha que mês e meio é mais do que suficiente para uma pessoa descansar do (árduo) ano lectivo e, portanto, vamos lá começar as aulas (ainda que a meio gás) em Setembro. Em Setembro!!! Onde é que isto já se viu? Nada é como era antigamente. No meu tempo de caloiro as aulas começavam em Outubro. Eu ainda sou do tempo que em Setembro quem começava as aulas era a malta do 1º e 2º ciclos e ensino secundário. Uma vergonha é o que é.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
Depois de três edições do Ídolos, onde cada vez mais se explorou a parte dos cromos, como é que chegada a quarta edição milhares de pessoas sem qualquer dote vocal continuam a tentar a sua sorte? Não têm noção das suas capacidades? É preciso estarem na presença de quatro jurados para perceberem que afinal cantar não é bem o que sabem fazer da vida? Comecem a meter a mão à consciência antes de se candidatarem, por favor. Caso contrário começo a desconfiar que querem é protagonismo e que o vosso sonho é, afinal, fazer figuras tristes.
Este ano não vai ser
O ano para um estudante não começa em Janeiro, mas sim em Setembro e, por isso, é nesta altura que, findas as férias, se faz o balanço e se promete que "este ano é que vai ser". Pois que cada ano que vai ser, acaba por não ser e, assim, prefiro não alimentar-me de falsas esperanças. Não vão ser feitas promessas. Não vou jurar a pés juntos que vou a mais teóricas, que vou estudar durante o semestre, que o ginásio vai ser a minha segunda cada a par da natação. Não vou enganar ninguém e muito menos me vou enganar a mim próprio. Por isso, fica aqui registado neste post que este ano é que não vai ser. E até pode ser que seja, porque isto dos planos que se fazem sai sempre tudo ao contrário.
sábado, 11 de setembro de 2010
Do (estranho) 11 de Setembro
Precisamente há nove anos atrás estava eu a montar um puzzle de mil peças da cidade de Nova Iorque, onde no meio da imagem se encontravam as torres gémeas, quando começo a ver as notícias dos atentados. Não, não fiz qualquer tipo de bruxaria, não me venham agora dizer que a culpa afinal é minha. Foi estranho. E o puzzle nunca mais foi montado (até porque já não corresponderia à realidade).
A falsa simpatia (?)
Já todos nós nos deparámos com alguém a reclamar com um qualquer funcionário por qualquer motivo. Ou até já fomos nós os próprios a reclamar. Ora porque a comida tem um cabelo, ora que a consulta estava marcada para as 13h e são 14h e tal e ainda estamos à espera, ora que afinal o sapato não é assim tão bom porque a sola descola-se ao fim de se dar três passos. Enfim, situações em que é indiscutível o facto do cliente ter razão. Pois que quando assisto a uma cena dessas (ou protagonizo uma) tenho sempre a sensação que o simpático do funcionário que vai dizendo três vezes por segundo "peço-lhe imensa desculpa, tem toda a razão, vou já ver o que se passa" está realmente é a pensar "cala-te ó cabrão de merda, não estejas para aí a dar-me cabo da cabeça, vais mas é chatear outro".
Pronto, é só isto. Se sentem o mesmo, partilhem. Nada de se acanharem.
Pronto, é só isto. Se sentem o mesmo, partilhem. Nada de se acanharem.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Quando se vai fazer uma ressonância magnética e se pergunta à técnica se há problema de ter lentes de contacto nada seria mais tranquilizante do que ouvir "não as pode guardar? Experimente. Se sentir que elas estão a saltar dos olhos chame-nos que interrompemos o exame". Então está bem, ficamos assim conversados. Quando sentir que os olhos estão a sair do sítio eu aviso, muito obrigado.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Quando se está na paz na discoteca, a curtir o som e a divertir com a malta amiga, e nos dizem "da próxima vez que me tocarem levam todos porrada" das duas uma: ou essa pessoa veio para ali pronta a mostrar os seus dotes de panda do Kong Fu ou então enganou-se no sítio, porque ali é impossível não tocar em alguém.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Depois de passar as férias com várias pessoas vim a confirmar o que já era uma opinião minha: o dinheiro não compra tudo como, por exemplo, os amigos. A pessoa pode ter a carteira cheia de notas, ter a conta no banco a abarrotar, pode oferecer mundos e fundos que se for má pessoa, se tiver mau íntimo, se for mal educada, nada disso lhe serve (pelo menos no que me toca a mim). É que pensar-se que se é mais do que outra pessoa só porque é rico, que tem mais direitos que deveres do que os outros, que pode mandar fazer quando nada faz, que pode reclamar porque sim, que pode ser arrogante, está errado. Eu não fui educado assim, não tolero pessoas assim (causam-me urticária) e muito menos lhes acho piada. O dinheiro não paga tudo. Não é proporcional à boa educação e a mim não me cativa para fazer amizades.
Pessoas assim dão-se mal na vida. É assim que gosto de pensar e era assim que devia ser sempre.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Questões e ponderações que pairam por esta cabeça
Terá sido feita justiça?
Sendo um crime tão horrendo, repugnante e inaceitável, cinco, seis ou sete anos (ou dezoito) não será pouco tempo para um pedófilo apodrecer na prisão e pensar na porcaria que fez?
Sendo um crime tão horrendo, repugnante e inaceitável, cinco, seis ou sete anos (ou dezoito) não será pouco tempo para um pedófilo apodrecer na prisão e pensar na porcaria que fez?
A justiça em Portugal funciona mesmo?
E se estão inocentes?
As alegadas vítimas apresentaram-se bastante emocionadas. Não vi um único condenado chorar (eu cá se apanhasse sete anos de prisão iria parecer uma madalena arrependida). Já estariam à espera ou serão mesmo insensíveis ao tema?
A partir de hoje vai-se dar muito mais atenção a uma criança que se queixe de abusos. E ainda bem!
As alegadas vítimas apresentaram-se bastante emocionadas. Não vi um único condenado chorar (eu cá se apanhasse sete anos de prisão iria parecer uma madalena arrependida). Já estariam à espera ou serão mesmo insensíveis ao tema?
A partir de hoje vai-se dar muito mais atenção a uma criança que se queixe de abusos. E ainda bem!
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Slide & Splash
Foi a minha estreia num parque aquático. Fiquei fã do black hole. Não aconselho a quem tem medo do escuro ou a quem é claustrofóbico.
Para o ano estou lá de novo.
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