Esta sim, foi a verdadeira treta do dia.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
A comédia, a chatice e a estupidez na praia
Esta é a altura do ano em que todas as pseudo-tias e pseudo-tios deste país decidem mostrar-se ao Mundo e dar o ar da sua graça. E nada melhor que fazê-lo na praia, de preferência a abarrotar de gente, que é para haver público com fartura a assistir a essa comédia. É que não se pode chamar outra coisa sem se partir para a ofensa. E, por isso mesmo, fico-me por chamar a isso comédia. É ver esta gente a tratar por você putos que ainda não conseguem coordenar de seguida 3 palavras. É vê-los a usar e abusar da palavra você em cada frase, sempre com um tom super nasalado. Aposto que ao final do dia, chegados a casa, os Zé Marias e as Franciscas deste Portugal, se tratam na intimidade por Agustino e Josefina, como também aposto que se enchem de mebocaínas, que as gargantas devem ficar secas do esforço que fazem ao falar o dia inteiro como se fossem a Lili Caneças. E agora vem a parte chata. Eu não gosto de ser portador de más notícias, mas às vezes tem que ser. Entendam que ninguém vai à praia para vos ver e, muito menos, para vos ouvir. A malta vai à praia, porque, imagine-se, faz sol, está-se lá agradável e até dá para ganhar bronze, descontrair e descansar. Mas, com vocês sempre a falar em modo 'muito alto' ou, ainda pior, em modo 'vou berrar para que todos olhem para mim' descansar é coisa que não se consegue. Em vez disso, passamos horas a rir à vossa custa, porque (lamento dar-vos esta notícia, mas não pode mesmo deixar de ser), vocês protagonizam cenas muito ridículas e ao mesmo tempo hilariantes. Se me estão a ler, não fiquem constrangidos. Pensem que até é bom nos tempos que corre, que isto a crise hoje toca à porta dos outros e amanhã pode tocar à nossa e sempre podem ter como escape a representação ou mesmo arranjar um part-time como animadores nos programas do Goucha ou do João Baião.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Não sei se fazem de propósito, se são sempre assim sem a mínima intenção, mas há pessoas na praia, que a falarem ao telemóvel, nos contam ali toda a sua vida. Com poucos dias de praia já estou ambientado à vida de duas ou três senhoras. Onde moram, onde vão jantar fora, se jantam em casa e depois vão beber café, se têm netos, quantos netos têm e os respectivos nomes das crianças, e as idades, e os filhos que estão a trabalhar, mas que vêm no fim de semana, até quando ficam por cá e outros pormenores do género. Não havia necessidade de eu estar tão a par das vidas desta gente. Bastava baixarem o volume ou a vontade de divulgar os seus afazares num raio de 3km.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Para reparem em mim já bastava a palidez em que se encontra a minha pele e o rapanço que o meu cabelo levou. Mas isso era pouco. Agora, para compôr o ramalhete, juntou-se à festa o colar cervical. E eu que gosto tanto de passar despercebido! A qualquer sítio que vá sou alvo de olhares curiosos e chocados que se interrogam "o que lhe terá acontecido?".
Livro de Reclamações
Falando bem e depressa, a Urgência Básica do Centro de Saúde de Albufeira é uma merda. Uma pessoa já não se pode aventurar a dar um mergulho e bater de cabeça no fundo do mar a 200 km/h que depois arrisca-se a uma espera superior a 4h para ser atendida. Isto se o seu caso for considerado urgente. Porque ontem os casos pouco urgentes tinham, em média, que esperar 12h para serem atendidos. Já eu ontem desesperava na merda daquele Centro de Saúde por mais de 2h quando uma senhora pouco urgente disse à funcionária na maior das calmas "já almocei, já fui jantar e agora venho saber quantas mais horas tenho de espera". Parecia ela que andava por ali a passear, que estar na merda daquela Urgência Básica (era mesmo básica básica, acreditem) até era bom. Estava a gostar, pronto. Foi feita para aquilo. Mas eu não. De princípio fui paciente, tentei aguentar as dores na cervical e no pescoço, que mais parecia uma pedra. Acalmei-me e tentei não pensar no pior. Mas passadas quase 3h a minha imaginação desenvolveu-se para a temática "como aniquilar a recepcionista, a enfermeira que me fez a triagem e como pegar fogo a esta merda de Urgência Básica em menos de três segundos". Ainda tive uma pequena conversa com o segurança, um senhor simpático, que via-se mesmo que estava ali na desportiva e que sorria a cada dois segundos, coisa que passadas quase 3h me começava a enervar. Perguntei-lhe eu, já depois de ter perguntado o mesmo à estúpida da recepcionista, qual era o conceito de urgência deles, ao que ele me responde "se o senhor for ali fora ler, na entrada diz Urgência Básica". Ah! Então se a urgência é básica, meu amigo, mil desculpas, a culpa é minha que recorro ao vosso serviço na esperança de verem se isto é grave, se tenho para aqui alguma coisa, ou se foi apenas imaginação minha que podia ter ficado tetraplégico. Relembrei-o apenas que "é uma Urgência Básica, mas não deixa de ser uma Urgência". E fui-me embora, que ali nada se desenvolvia, a não ser a rigidez do meu pescoço que não me permitia movê-lo para os lados.
E foi ao fim de 3h de espera que nos indicaram um hospital privado em Alvor. Lá vamos nós, mais uma viagem de carro, uma mão agarrada ao banco, outra ao pescoço e o pensamento a flutuar entre "o que é que eu tenho?" e "será que ao fim de 4h e tal isto ainda se resolve?". Tive medo. Mas, entretanto, lá entrei nas Urgências, 10 minutos de espera. E agora toma lá um catéter na veia para levares já medicação para as dores. E agora vamos fazer 4 raios-x ao crânio, ao pescoço e à cervical. E, no final, pergunto eu ao médico: "isto é perigoso não é?". E ele responde-me: "isto é potencialmente muito perigoso, com estas situações ficam-se com maselas" e foi aí que eu tracei logo ali o pior quadro clínico, ai que vou ficar sem me mexer, alaguei-me em suores, o coração bateu mais forte. E o médico concluiu: "mas, visto que isto já aconteceu há muitas horas e que aguentaste uma viagem de carro de Albufeira até aqui, não deve haver problema". E foi aí que eu descansei.
Conclusão 1: um colar cervical até 6a feira, usado até para dormir, posso ir à praia... molhar os pés. Tão depressa não me aventuro como ontem, esta já me chegou para uns bons meses.
Conclusão 2: neste país para se ser bem atendido e para se ser atendido a tempo tem que se pagar. Temos um óptimo Sistema Nacional de Saúde, diz o governo. Eu é que não me governo com ele.
Ah... Já disse que a Urgência Básica do Centro de Saúde de Albufeira é uma merda?
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Do casino
Houve uns tempos que ia regularmente (que é como quem diz uma ou duas vezes por mês) ao casino. Apostava nas slots machines e na roleta. Ganhava dinheiro, mas também perdia. Mas, regra geral, o saldo à saída era sempre positivo ou nulo. Era divertido, gostava da adrenalina, da expectativa do ganho dinheiro, não ganho dinheiro. Hoje lá voltei eu. Desta vez com muito menos entusiasmo. Os meus amigos gastaram 25€ e não ganharam nada. Eu não joguei e, por isso, não fiquei mais pobre. E ainda bem, porque quer se queira quer não aquilo é um vício, mesmo para quem vai esporadicamente, mesmo para quem vai "só para gastar 5€". Uma vez ia destrocar dinheiro com uma amiga e um funcionário disse-me: "vão-se embora, vão antes para a discoteca, não gastem o vosso dinheiro aqui. Trabalho cá há 5 anos e já vi muitas vidas destruirem-se aqui". Na altura sorrimos e esperámos que ele nos trocasse o dinheiro. Agora já o percebo melhor. É que hoje estava um senhor a apostar fichas de 1000€ na roleta e a perder constantemente. Com a quantidade de fichas que ele apostou já estava eu na agência Abreu a marcar as passagens para a Jamaica, Havai e Nova Iorque. Mas nem toda a gente gosta de dar uso ao dinheiro para viajar. Há malta que prefere dá-lo aos casinos. E é uma pena. Podiam dar-me a mim que eu não me importava.
domingo, 25 de julho de 2010
O fenómeno da Marina de Vilamoura
Nesta altura do ano ir à Marina de Vilamoura é mais ou menos o mesmo que ir a Fátima no 13 de Maio. Com a diferença que a 13 de Maio as pessoas têm um motivo para ir a Fátima - comemoram o aparecimento da Nossa Senhora de Fátima. Em Vilamoura não. Vai-se lá andar a pé, porque é muito giro, porque toda a gente vai, porque é um ritual de férias que não pode ser quebrado (ir lá menos de três vezes por semana é sinónimo de que as férias não estão a render e que as noites não são nada de especial). Vai-se lá, mas quase ninguém sabe bem porquê, o que não é o meu caso. Eu tenho um bom, diria mesmo excelente, motivo para ir até lá: a geladaria Veneza que tem só os melhores gelados com todos os sabores que se possa imaginar. Sim, sou louco. Sujeito-me a andar 200 metros em 5 minutos, a dar encontrões a toda a hora, a ser pisado constantemente, mas aqueles gelados valem a pena o sacrifício. É isso e ver o aparato constante da loja ao pé da geladaria: a loja CR7. Estive a observar 5 minutos e constatei que 98% das pessoas que entram nas loja são portugueses e vão só para desarrumar, para ver como é. Os restantes 2% que entram são estrangeiros e, esses sim, compram qualquer coisa. Os outros que não são tão curiosos ao ponto de bisbilhutarem e desarrumarem a loja inteira limitam-se a ver as montras e a tirar fotos aos posters do CR que estão na entrada, porque, verdade seja dita, imagens dele na internet é coisa que não abunda e então há que aproveitar para fotograr o rapaz. Mas o ponto mais alto de hoje foi mesmo ver a Ronalda que estacionou a cerca de dois milímetros de mim em frente à loja. Ainda estou para perceber como não me arrancou três dedos em cada pé. Gostava de perceber isso e de perceber como é que alguém usa alguma peça de roupa daquela loja. Mas já estou como diz o outro: ele há gostos (e malucos) para tudo!
sábado, 24 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Poucos vão ser os dias que não estarei no Algarve até à primeira semana de Setembro. E por isso acho que a única roupa que não levo de férias é a de Inverno. Uma estupidez, eu sei, escusam de me lembrar disso. Sei que também devia levar a roupa de Inverno, porque como o tempo anda incerto isto nunca se sabe! Mas não. Já vou bem aviado com duas malas, obrigadinho.
Um bocadinho de leitura nunca fez mal a ninguém #1
A um dia de rumar até ao Algarve para as tão merecidas férias fui abastecer-me de livros, que já não leio nada há uns meses. Estou enferrujado em relação à leitura, excepto no que diz respeito a ler sebentas. Mas isso é assunto que já ficou despachado e arrumado para o lado. Entre tantos livros que quero ler comecei por comprar estes dois:
Espero não demorar muito tempo de volta destes dois porque mais virão.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Licenciado
É bom saber que nada ficou em atraso, é bom saber que já sou licenciado. Mas na verdade isso não me serve de nada, que com esta licenciatura ninguém me dá emprego a não ser a arrumar caixas de medicamentos. Que venha o mestrado que é integrado. E que venham mais dois bons anos.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Férias!
É oficial. Agora estou de férias. O (grande) período de estudo já lá vai. Não quero ouvir falar de estudo e de coisas relacionadas com isso até Setembro.
Nunca ansiei e desesperei tanto por umas férias. Agora é ver-me na praia, na piscina, em bares e discotecas, no cinema e em jantaradas. Não contem comigo para alguma coisa que não abranja o que foi mencionado na frase anterior, porque agora é para divertir e trabalhar... para o bronze!
Nunca ansiei e desesperei tanto por umas férias. Agora é ver-me na praia, na piscina, em bares e discotecas, no cinema e em jantaradas. Não contem comigo para alguma coisa que não abranja o que foi mencionado na frase anterior, porque agora é para divertir e trabalhar... para o bronze!
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Desde o almoço que tenho um nó na barriga, que agora decidiu subir até à garganta. Amanhã será (espero eu) o último exame da licenciatura. E é por isso que estou assim. Não é que a passagem à cadeira decida o meu futuro, que não decide. O mestrado é integrado e com o grau de licenciado ninguém me dá trabalho, é um facto. Mas é importante para mim. Além dos nós que me assolaram hoje também estou nostálgico. Já lá vão três anos. Três bons anos que passaram rápido, a correr. Ainda ontem entrei e amanhã já estou a (tentar) acabar a licenciatura.
Mas isto tem é que se ter pensamento positivo, nada de tristezas. Amanhã seguem-se as férias e esta onda de nostalgias e de nervoso miudinho vai acabar. Ai se vai!
Mas isto tem é que se ter pensamento positivo, nada de tristezas. Amanhã seguem-se as férias e esta onda de nostalgias e de nervoso miudinho vai acabar. Ai se vai!
A parvoíce é coisa que abunda por estas bandas
Se há coisa que eu acho graça é sem dúvida os cães de loiça. Mas atenção, que achar graça é uma coisa, tê-los à porta de casa e retocar-lhes a tinta quando falha é outra. Se bem que não descarto a ideia de comprar um ou dois, apenas por piada (prometo), para pô-los à porta de casa só para ver a reacção da minha mãe. Seria engraçado, seria. É verdade, isto agora deu-me para a parvoíce, não há nada a fazer. Melhores dias virão, com certeza... Mas se há animal atento é o cão (de loiça), disso ninguém pode ter dúvidas. Atento e sossegado. Só atributos a favor.
domingo, 18 de julho de 2010
San Fermín
Se esta gente não é louca é o quê? Expliquem-me sff.
Quem não ia lá para dentro sei eu quem era: eu!
Quem não ia lá para dentro sei eu quem era: eu!
sábado, 17 de julho de 2010
A Mãe da Criança
O assunto da paternidade do Cristiano Ronaldo já inspirou tanta gente que já há direito a música para o feito. Os Chave D'Ouro adaptaram o seu conhecido sucesso Mas Quem será o Pai da Criança? e surgem agora com a Mãe da Criança. Genial!
Mas quem será a rapariga que nem serviu para ser namorada?
Mas quem será a rapariga que nem serviu para ser namorada?
Agora um homem quando quiser filhos é só pagar uma barriga alugada!
Agora um homem quando quiser filhos é só pagar uma barriga alugada!
Mas quem será a rapariga que nem serviu para ser namorada?
Agora um homem quando quiser filhos é só pagar uma barriga alugada!
Hoje ao jantar dizia-me a minha avó "tem cuidado com o açucar, olha os diabéticos!". Sempre achei piada ao facto de dizerem que as pessoas têm diabéticos e não a doença diabetes. Tentei explicar-lhe que uma pessoa tem a doença diabetes e que não tem diabéticos dentro de si. Que os diabéticos não são bichos que moram cá dentro e que crescem em proporção ao açucar que comemos, mas sim que quem tem diabetes é diabético. Fiquei satisfeito com a explicação. Foi curta, lógica e simples. Cheguei mesmo a pensar que a partir desse momento ia ter uma avó que nunca mais dizia "diabéticos" como que a referir-se a algo que se aloja no organismo, mas sim a referir-se às pessoas que sofrem da doença. Mas esse pensamento varreu-se-me logo da ideia quando ela põe um ponto final na conversa ao dizer-me: "oh filho não vale a pena estares a dizer isso, que daqui a cinco minutos já não me lembro do que me disseste". E pronto, naquela cabeça o açucar causa-nos diabéticos no corpo. Vou tentar comer o menos doces possíveis para que não ande para aqui cheio de diabéticos. Irra!
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Jogos Sem Fronteiras
Quem não se lembra dos Jogos Sem Fronteiras? Via isso quando ainda era puto e tenho saudades. E agora a RTP Memória teve a feliz ideia de voltar a transmití-los. Creio que este canal vai ser mais visto cá em casa do que era antes, ou seja, vai passar a ser visto, porque até agora nunca me despertou interesse ver telenovelas dos anos 80 e 90.
É bom quando vemos familiares que já não vimos há algum tempo. Mas só aqueles de quem gostamos, porque há os outros familiares, aqueles que podiam ser de outra família que eu não me importava. Ontem vi primos, primas, tios e tias que já não via há muito tempo e fiquei contente por vê-los. E por saber e perceber que também ficaram contentes por me verem e por constatarem "que estás giro". Pena foi a seguir rematarem com um nada bom "mas gordinho". Sempre querida esta malta. E sincera, muito sincera!
Ainda sobre os vizinhos emigrantes
Ontem foi noite de jantarada no quintal que, com muita pena minha, é pegado com o meu. Falaram pelos cotovelos, em alto e bom som. Desconfio que esta gente nos últimos dias andou calada. Só isso pode explicar as gralhas que ontem estavam. E foi noite de música para aquelas bandas. Ouviram (e obrigaram-me a ouvir de tão baixo que o som estava) jazz, ópera, fado e desconfio que também tocou pimba, mas é só uma suspeita. Se isto se volta a repetir agarra no frango assado e no resto da marmita e lá vou eu tocar-lhes à campainha. "Então quer dizer que posso juntar-me à festa não é verdade? É que para ouvir o que estão a falar e a cantar o melhor é vir para a ramboiada, já que paz é o que não vou ter esta noite. Com licença, sim?". Desconfio que são avecs, aqueles tugas que vêm lá da França, mas ainda tenho que averiguar melhor a situação.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Ando sem paciência. Para os meus dias. Para as pessoas. Para o estudo. Para os pedidos. Para as conversas. Ando sem vontade para fazer alguma coisa, apetece-me fazer tudo. Quero dormir, acordo cedo. Ando cabisbaixo, rio-me às gargalhadas. Quero sair, fico em casa. Quero confusão, apetece-me estar em silêncio. Estou em exames, quero férias. Estou cansado.
Nostalgias
Dei por mim a pensar que há uns anos (muitos, vá) tinha mais lidação com a minha família. Todos os fins-de-semana eram passados com os primos a brincar no campo, a andar de bicicleta, a jogar às escondidas, a montar puzzles e a fazer outras tais coisas próprias da idade. Dormia em casa deles, eles na minha. Passávamos férias juntos. Os meus pais davam-se com os pais deles. E não era um dar de conhecer, de um "olá tudo bem?". Eram mesmo amigos. E tudo mudou. Problemas de adultos, circunstâncias da vida. A verdade é que eu cresci e a distância entre nós ainda cresceu mais. E agora já não é o que era nem nunca mais vai ser. Porque nenhuma relação pode ser forçada, nem mesmo as familiares. A verdade é que não tenho pena. Foi bom, que foi, mas acabou-se. Recordo sempre com carinho os bons momentos, a boa infância, a boa adolescência, porque partilhei-a com pessoas que ainda hoje me dizem algo. Pessoas que outrora foram importantes, mas que deram lugar a outras. Hoje vemo-nos esporadicamente. Numa festa, a passar de carro. E acenamos ou perguntamos se está tudo bem, o que é que se tem feito. E ficamos por aí. Gosto de saber que estão bem, gosto de os ver. Mas a empatia é diferente. Não é desconfortável, simplesmente não há grandes conversas. A verdade é que não tenho saudades, o que não implica que não recorde os momentos que passei com eles com uma certa nostalgia.
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